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Com quatro acidentes e sete mortes, 2025 entra para a lista dos anos mais letais da aviação em MS

Levantamento do Dracco e do Sipaer aponta aumento de ocorrências fatais e acende alerta para segurança aérea no Estado.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
26/12/25 às 09h14
Foto: Reprodução/Dracco

O ano de 2025 já figura entre os mais letais da aviação em Mato Grosso do Sul na última década. Ao todo, foram registrados quatro acidentes aéreos com sete mortes, segundo dados do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) e do Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), responsáveis pelas apurações criminais e técnicas das ocorrências.

O primeiro acidente fatal do ano ocorreu em janeiro, no município de Iguatemi, a cerca de 410 quilômetros de Campo Grande. O piloto agrícola Lucas Gomes Basílio Becker, de 35 anos, morreu após a queda de uma aeronave Embraer 201A Ipanema durante um voo de reconhecimento de área para pulverização. Segundo a Polícia Civil, ele realizava uma passagem baixa para verificar a presença de gado quando perdeu o controle da aeronave e caiu próximo à cabeceira da pista.

A segunda ocorrência foi registrada em 11 de março, em Nova Andradina. O piloto Paulo Roberto Crispim, de 40 anos, morreu após a queda de um Embraer 203 Ipanema durante uma operação de pulverização agrícola. A aeronave perdeu sustentação durante a aproximação para pouso e caiu em uma plantação de cana-de-açúcar. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o piloto não resistiu.

Após um intervalo de seis meses sem registros fatais, um novo acidente foi registrado em 16 de setembro, quando a aeronave Cessna 210 Silver Eagle, prefixo PS-FDW, desapareceu do radar enquanto sobrevoava o Pantanal de Corumbá. O avião era pilotado pelo médico e produtor rural Ramiro Pereira de Matos, de 67 anos, que realizava frequentemente esse trajeto. Os destroços foram localizados nas proximidades da Fazenda Piriri, e o corpo foi resgatado com apoio do Grupamento Operacional Aéreo (GOA) do Corpo de Bombeiros.

Poucos dias depois, em 23 de setembro, ocorreu o acidente aéreo mais grave do ano em Mato Grosso do Sul. Um Cessna Aircraft 175 caiu em uma fazenda de Aquidauana, resultando na morte de quatro pessoas. Entre as vítimas estavam o arquiteto chinês Kongjian Yu, referência mundial em urbanismo sustentável; o cineasta Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz; o documentarista Rubens Crispim Jr.; e o piloto da aeronave, Marcelo Pereira Barros, conhecido como “Marcelo Pantaneiro”.

Segundo a delegada Ana Cláudia Medina, diretora do Dracco, a aeronave operava fora do horário permitido e o piloto não possuía habilitação para voo noturno. Testemunhas relataram que houve tentativa de pouso sem sucesso antes da queda. Perícias posteriores descartaram falha mecânica, apontando falha operacional como causa do acidente.

Até o fim de 2025, Mato Grosso do Sul contabilizou 235 ocorrências aeronáuticas, sendo 115 incidentes, 75 acidentes e 41 incidentes graves. Deste total, 19 registros foram fatais, incluindo os casos ocorridos ao longo do ano. Os números reforçam o alerta das autoridades para a necessidade de rigor no cumprimento das normas de segurança aérea, especialmente em operações rurais e voos de pequeno porte, comuns no Estado.

 

Com informações de Campo Grande News.

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