Polícia

Família é presa suspeita de matar homem na Vila São João

Segundo o SIG, os investigadores efetuaram diligências no bairro São João onde deram cumprimento aos mandados, conduzindo três pessoas da mesma família à sede do Setor de Investigações Gerais.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
03/06/21 às 07h51

Policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Três Lagoas cumpriram na última quarta-feira, 2 de junho, três mandados de prisão temporária e um mandado de busca domiciliar expedidos pela 1ª Vara Criminal do município, visando esclarecer a morte de um homem de 50 anos encontrado enrolado em um tapete às margens da rodovia BR-262 no mês de abril deste ano.

Segundo o SIG, os investigadores efetuaram diligências no bairro São João onde deram cumprimento aos mandados, conduzindo três pessoas da mesma família à delegacia.

Durante as diligências no dia do crime, os policiais suspeitaram de familiares da vítima, uma vez que os mesmos somente registraram ocorrência posteriormente ao achado do corpo, o qual foi encontrado não muito distante de sua residência.

Inquiridos, a esposa da vítima de 42 anos, a enteada de 24 anos e o marido dela de 35 anos negaram qualquer participação no crime e disseram desconhecer a origem do tapete no qual a vítima foi encontrada envolta.

Depois do interrogatório, o delegado pediu a prisão temporária da esposa, da enteada da vítima, e do esposo dela, bem como de busca e apreensão na residência, sendo que durante o cumprimento das ordens, o homem de 35 anos, acabou confessando ser o autor do disparo que matou o padrasto de sua esposa, indicando que a arma utilizada, uma espingarda carabina, calibre 44, estaria guardada, a seu pedido, na casa de um amigo no bairro Paranapungá. 

A polícia apurou que a vítima fazia uso de bebidas alcoólicas e drogas e, no momento em que foi atingida, estava sentada numa cadeira, ocasião em que foi alvejada por trás, sem que pudesse se defender.

A esposa e a enteada negaram qualquer participação no crime, alegando que não sabiam que o autor efetuaria um disparo de arma de fogo na cabeça da vítima. Elas também negaram que ajudaram a esconder o corpo.

Diligências complementares serão realizadas, assim como aguardamos laudos periciais para conclusão das investigações.

 

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