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Fiscalização aponta aumento de denúncias contra clínicas de estética avançada

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Crescimento se deve à atuação de não habilitados, em locais clandestinos e com uso de produtos vencidos

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08/05/25 às 15h18
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No ano passado, jovem sofreu reação alérgica grave após fazer procedimento com biomédica falsta (Foto: Campo Grande News / Direto das Ruas)

As denúncias contra clínicas de estética têm aumentado mês a mês em Campo Grande, segundo Tatyana Weber Leite, auditora fiscal da Vigilância Sanitária Municipal e responsável pela fiscalização desses estabelecimentos na Capital.

Na manhã desta quinta-feira (8), uma ação educativa foi realizada no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, no Centro, com o objetivo de conscientizar a população sobre os perigos de adquirir produtos e serviços estéticos sem controle sanitário. A iniciativa integra a campanha “Presente seguro é presente de amor”, realizada pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), em alusão ao Dia das Mães.

Conforme Tatyana, o crescimento das denúncias está diretamente relacionado à realização de procedimentos estéticos avançados por profissionais não habilitados, em locais clandestinos, e com o uso de produtos de origem duvidosa ou vencidos. “Procedimentos como aplicação de toxina botulínica, preenchedores e bioestimuladores, quando realizados sem a devida regulamentação, podem causar complicações graves, até mutilações. É exatamente isso que queremos evitar”, afirmou.

A auditora reforça a importância de o consumidor verificar se a clínica possui licença da Vigilância Sanitária. “Se o local é licenciado, significa que já foi vistoriado e considerado apto para realizar os procedimentos ofertados”, explica. Outro cuidado essencial é confirmar a habilitação legal do profissional responsável. “Temos visto muitos casos de pessoas realizando procedimentos para os quais não têm formação adequada. A população precisa estar atenta.”

Outro ponto de atenção, segundo a fiscal, é a procedência dos produtos utilizados. Devido à proximidade com a fronteira, muitos estabelecimentos utilizam insumos contrabandeados ou fora do prazo de validade. “Todos os produtos devem ser registrados na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Produtos importados sem regulamentação representam um risco, pois não sabemos sua composição nem como foram fabricados”, alerta.

Sobre preços muito abaixo do praticado no mercado, Tatyana faz um alerta: “Na estética, o barato geralmente sai caro. Cada procedimento tem um custo mínimo. Se o valor estiver muito abaixo, é sinal de que algo está errado.” Segundo a Vigilância Sanitária, o setor de estética está entre os que mais registram crescimento no número de denúncias, tanto em Campo Grande quanto no cenário nacional.

Campo Grande News

 

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