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Receita estima arrecadar R$ 17,2 bilhões com imposto sobre dividendos em 2026

Apesar da arrecadação abaixo do previsto, o ministro do Planejamento e Orçamento, afirmou que ainda é cedo para concluir se a estimativa precisará ser revisada.

Da Redação
25/07/26 às 08h48
(Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

A Receita Federal estima arrecadar R$ 17,2 bilhões com a tributação de dividendos em 2026, valor abaixo da previsão inicial de R$ 28 bilhões incluída no Orçamento. A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (24), durante a apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

No primeiro semestre, a arrecadação com a nova tributação somou apenas R$ 2,2 bilhões. Para os últimos seis meses do ano, a Receita espera arrecadar cerca de R$ 15 bilhões, chegando ao total projetado de R$ 17,2 bilhões.

A tributação dos dividendos foi criada como uma medida compensatória à ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, segundo Agência Brasil. A medida de isenção também representa um impacto estimado em R$ 28 bilhões na arrecadação deste ano.

Segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, a projeção para o segundo semestre ainda será acompanhada pelo Fisco.

Apesar da arrecadação abaixo do previsto, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que ainda é cedo para concluir se a estimativa precisará ser revisada. Ele destacou que a arrecadação com dividendos não apresenta comportamento uniforme ao longo do ano.

Pelas regras atuais, os dividendos distribuídos a pessoas físicas passaram a ser tributados em 10%, tanto para residentes no Brasil quanto nas remessas ao exterior. Permanecem isentos os valores de até R$ 50 mil mensais recebidos de uma mesma empresa.

Meta fiscal

Mesmo com a previsão menor de arrecadação sobre dividendos, o governo manteve as projeções fiscais previstas no Orçamento.

De acordo com informações de Agência Brasil, o relatório bimestral estima um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em 2026, considerando as deduções de gastos autorizadas pelo arcabouço fiscal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A meta central de resultado primário para o ano é de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com margem que permite um resultado de até 0,5% do PIB.

De acordo com o governo, o desempenho de outras receitas tributárias, incluindo medidas voltadas à tributação de empresas e investimentos no exterior, ajuda a compensar parcialmente a arrecadação abaixo do esperado com os dividendos.

A Receita Federal informou que continuará monitorando o desempenho da nova tributação e poderá revisar a estimativa de arrecadação no próximo relatório bimestral.

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