Uma mulher de 23 anos denunciou o ex-marido, de 27 anos, na madrugada deste domingo (29) após ele colocar uma arma de fogo contra sua cabeça e ameaçar atirar.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima contou que foi casada com o autor por três anos e está separada a cinco meses.
Ainda segundo a mulher, as filhas ficam com ela, porém o ex-marido sempre pega aos sábados para ficar durante o dia, enquanto vai trabalhar.
No último sábado (28) as crianças estavam na casa do pai, localizada na rua Teotônio Pimentel Mendes no bairro Vila Terezinha em Três Lagoas, e por volta das 01h40 deste domingo, quando o autor ligou dizendo que umas das filhas estava com dor de barriga e chorando pediu para que ela fosse na casa dele para ficar com a outra criança, que iria leva-la na UPA.
Ao chegar na casa do ex-marido, a mulher percebeu que estava tudo normal. As crianças estavam dormindo normalmente, porém o autor começou a conversar a respeito do relacionamento dos dois.
Conhecendo a obsessão do autor, a vítima contou que começou a gravar as conversas pelo celular, desde a entrada da residência dele, consta no registro policial.
Conforme a ocorrência, ela disse que teria ido a residência apenas para resolver a questão da filha e que não queria falar de seu antigo relacionamento. Já que as crianças estavam bem, ela decidiu que iria embora, momento em que o autor ficou enfurecido.
Ao revelar estar gravando as conversas, o homem veio a tomar o celular das mãos da vítima e a jogar no chão.
Ainda conforme o depoimento da mulher, após danificar o aparelho, ele seguiu em direção ao seu veículo, pegou uma arma de fogo, não sabendo especificar o tipo, já que estava meio escuro, apontou para sua cabeça e disse para ela ir embora, pois senão iria atirar.
A vítima relatou que saiu correndo pedindo socorro na casa do vizinho, que de imediato ligou para um tio buscá-la. O tio chegou no local, tentou pegar as crianças, porém o autor não as entregou.
Diante dos fatos, a mulher manifestou representar contra o ex-marido e solicitou uma medida protetiva. O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) como ameaça e dano.
