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Renda média das famílias brasileiras chega a R$ 2.264 por pessoa

Além dos salários, o cálculo considera aposentadorias, pensões, benefícios sociais, bolsas de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplicações financeiras.

Da Redação
08/05/26 às 14h17
(Foto: Gilson Abreu/AEN)

O rendimento médio mensal das famílias brasileiras atingiu R$ 2.264 por pessoa em 2025, o maior valor já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), iniciada em 2012 pelo IBGE. O dado, divulgado nesta sexta-feira (8), representa um crescimento real de 6,9% em relação a 2024, já descontada a inflação.

Este é o quarto ano consecutivo de alta na renda domiciliar per capita no Brasil, consolidando a recuperação econômica após os impactos da pandemia. Em 2024, o valor era de R$ 2.118, enquanto em 2023 ficou em R$ 2.018.

Confira a evolução do rendimento médio mensal por pessoa no Brasil:

  • 2019: R$ 1.904
  • 2020: R$ 1.820
  • 2021: R$ 1.692
  • 2022: R$ 1.809
  • 2023: R$ 2.018
  • 2024: R$ 2.118
  • 2025: R$ 2.264 (recorde)

Segundo o analista do IBGE, Gustavo Geaquinto Fontes, o principal fator para o aumento foi o rendimento do trabalho, impulsionado pela queda do desemprego ao menor nível histórico e pelos reajustes anuais do salário mínimo.

Além dos salários, o cálculo considera aposentadorias, pensões, benefícios sociais, bolsas de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplicações financeiras.

Trabalho representa maior parte da renda

De acordo com a pesquisa, 75,1% da renda média mensal das famílias vêm do trabalho, enquanto 24,9% são provenientes de outras fontes.

Entre as fontes complementares, destacam-se:

  • Aposentadorias e pensões: 16,4%
  • Programas sociais: 3,5%
  • Aluguel e arrendamento: 2,1%
  • Outras fontes: 2%

Mais brasileiros com renda

Em 2025, o Brasil registrou 143 milhões de pessoas com algum tipo de rendimento, equivalente a 67,2% da população, o maior percentual já apurado.

A pesquisa também mostra que 18 milhões de famílias brasileiras receberam algum benefício social do governo no ano passado, o equivalente a 22,7% dos domicílios do país.

Apesar do avanço da renda média, a desigualdade segue elevada: os 10% mais ricos ganham 13,8 vezes mais que os 40% mais pobres, segundo o levantamento do IBGE.

As informações são de Agência Brasil

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