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Hantavírus acende alerta e Brasil registra 7 casos em 2026

Historicamente, o Brasil registra média de cerca de 45 casos anuais.

Da Redação
08/05/26 às 15h40
(Foto: Wikimedia Commons)

O Brasil já confirmou 7 casos de hantavíru s em 2026, doença viral transmitida principalmente por roedores silvestres e que voltou a chamar atenção após um surto atípico em um cruzeiro que saiu de Ushuaia, na Argentina, deixando três mortos.

Apesar da repercussão internacional, os casos registrados no Brasil não têm relação com o surto no cruzeiro, segundo dados do Ministério da Saúde atualizados até 27 de abril.

Neste ano, os registros foram contabilizados em:

  • 2 casos em Minas Gerais;
  • 2 no Rio Grande do Sul;
  • 1 em Santa Catarina;
  • 1 no Paraná;
  • 1 sem unidade da federação identificada.

A Secretaria de Saúde do Paraná informou ainda um segundo caso confirmado no estado, além do contabilizado pelo ministério. Até o momento, o Brasil registra 1 morte pela doença em 2026, em Minas Gerais.

Em 2025, o país teve 35 casos confirmados e 15 mortes por hantavírus. Historicamente, o Brasil registra média de cerca de 45 casos anuais,  segundo levantamento dos últimos cinco anos.

O que é hantavírus?

A hantavirose é uma zoonose viral aguda causada por vírus da família Hantaviridae, transmitida principalmente por roedores silvestres infectados.

No Brasil, a doença costuma se manifestar na forma de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro grave que pode comprometer pulmões e coração.

Os roedores infectados eliminam o vírus por:

  • urina;
  • fezes;
  • saliva.

Eles podem carregar o vírus por toda a vida sem apresentar sintomas.

Como acontece a transmissão?

A principal forma de infecção humana ocorre pela inalação de partículas contaminadas no ar, geralmente em locais fechados ou com acúmulo de sujeira contaminada por roedores.

Outras formas incluem contato das mãos contaminadas com boca, nariz ou olhos, mordidas de roedores e contato com feridas ou escoriações.

A transmissão entre pessoas é extremamente rara e foi registrada apenas de forma esporádica na Argentina e Chile, associada ao hantavírus Andes.

Sintomas iniciais

Na fase inicial, a doença pode causar:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares e articulares;
  • dor abdominal;
  • dor lombar;
  • sintomas gastrointestinais.

Nos casos graves, evolui para fase cardiopulmonar, com:

  • dificuldade para respirar;
  • respiração acelerada;
  • tosse seca;
  • aceleração cardíaca;
  • pressão baixa.

A doença pode evoluir rapidamente e exigir atendimento médico imediato.

Como se prevenir?

O Ministério da Saúde orienta evitar exposição em locais com sinais de infestação por roedores.

Entre as principais recomendações estão:

  1. ventilar e higienizar ambientes fechados antes de entrar;
  2. evitar contato com fezes, urina ou ninhos de ratos;
  3. armazenar alimentos em recipientes fechados;
  4. manter lixo acondicionado corretamente;
  5. não acampar próximo a entulhos, lenha, mato alto ou resíduos agrícolas.

Para viajantes e campistas, a recomendação é utilizar barracas com piso impermeável e nunca dormir diretamente no solo.

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