A nova etapa do programa Desenrola Brasil 2.0 , que promete descontos de até 90% para renegociação de dívidas, voltou a movimentar consumidores interessados em limpar o nome. Porém, junto com a procura pelo programa, também aumentaram os casos de tentativas de golpe envolvendo falsas negociações, páginas clonadas e criminosos se passando por bancos e instituições públicas.
Em Mato Grosso do Sul, a própria Defensoria Pública do Estado precisou emitir um alerta após golpistas utilizarem o nome da instituição em mensagens falsas enviadas à população, com pedidos de dinheiro e supostos acordos ligados ao programa.
Criminosos aproveitam procura por renegociação
Especialistas em segurança digital alertam que fraudes costumam crescer rapidamente em programas populares ligados a crédito, descontos e regularização financeira.
Segundo Rafael Garcia, especialista em prevenção a fraudes da Fico, os criminosos exploram principalmente o fator emocional das vítimas.
“Hoje a fraude digital explora muito mais a confiança e a urgência emocional das pessoas do que vulnerabilidades técnicas”, afirmou em entrevista ao jornal O Globo.
Entre os golpes mais frequentes estão:
- Sites falsos imitando páginas oficiais do Desenrola Brasil e bancos;
- Mensagens via WhatsApp e SMS oferecendo “descontos exclusivos”;
- Falsos atendentes bancários;
- Solicitações de Pix antecipado para liberar renegociações;
- Links fraudulentos para roubo de dados pessoais.
Ministério da Fazenda reforça orientações
O Ministério da Fazenda também orienta os consumidores a buscarem atendimento diretamente com bancos e instituições financeiras, evitando responder mensagens recebidas por telefone, e-mail ou aplicativos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais da pasta, o secretário de Reformas Econômicas, Regis Dudena, pediu cautela durante as negociações.
“Se você tiver dúvidas se está falando com seu banco, desligue a ligação e procure diretamente a instituição”, destacou.
Saiba como evitar golpes no Desenrola 2.0
Especialistas recomendam atenção redobrada com mensagens que utilizam tom de urgência, como:
- “Última chance”;
- “Regularize agora”;
- “Evite bloqueio imediato”.
Outra orientação importante é verificar se o endereço do site realmente pertence ao programa oficial ou à instituição financeira antes de informar dados pessoais.
Os bancos também não solicitam:
- Senhas bancárias;
- Códigos de autenticação;
- Tokens;
- Selfies;
- Transferências antecipadas via Pix para liberar acordos.
Se houver pedido de pagamento antecipado antes da renegociação aparecer oficialmente no sistema, o alerta deve ser imediato.
Em caso de dúvida, procure canais oficiais
Especialistas orientam que consumidores interrompam qualquer contato suspeito e busquem atendimento diretamente com o gerente do banco ou pelos canais oficiais da instituição financeira.
Com o aumento da procura por renegociação de dívidas e descontos elevados, criminosos têm aproveitado o momento para aplicar golpes financeiros em todo o país.
