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Maioria dos desaparecimentos em MS ocorre por decisão voluntária, aponta polícia

Levantamentos indicam que cerca de 90% dos registros não envolvem crime, apesar do alto número anual de ocorrências no Estado.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
24/01/26 às 15h27
Foto: Divulgação/Sejusp

Mesmo com quase 400 registros anuais de pessoas desaparecidas em Mato Grosso do Sul, a maior parte dos casos não está relacionada a crimes. De acordo com dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), aproximadamente 90% das ocorrências correspondem a desaparecimentos voluntários, quando a própria pessoa opta por se afastar da família ou romper vínculos.

Os números mostram que o Estado contabilizou 354 registros em 2023, 391 em 2024 e 378 ocorrências em 2025, mantendo uma média elevada de notificações ao longo dos anos. Ainda assim, apenas uma pequena parcela dos casos exige investigação criminal aprofundada.

As autoridades explicam que muitos registros se referem a mudanças de rotina, conflitos familiares, decisões pessoais ou afastamentos temporários, situações que não configuram crime. Também há casos associados ao uso de álcool e drogas, que contribuem para períodos de ausência e posterior retorno da pessoa ao convívio familiar.

Dentro do grupo que demanda investigação mais complexa, a proporção de ocorrências com indícios de homicídio sem localização do corpo é considerada baixa, variando entre 2% e 5% dos registros. Esses casos recebem atenção especializada e mobilizam equipes específicas da Polícia Civil.

Quando surgem indícios de tráfico de pessoas, a apuração se torna mais detalhada e depende fortemente da colaboração de familiares e pessoas próximas, que podem fornecer informações sobre contatos prévios, propostas de trabalho, viagens recentes e mudanças bruscas de comportamento. Esses dados permitem direcionar as investigações de forma mais precisa.

Segundo a Polícia Civil, parte dos casos de tráfico envolve promessas de trabalho no exterior, principalmente ligadas à exploração sexual. Muitas vezes, a vítima não informa à família a real natureza da atividade e enfrenta dificuldades para retornar devido a dívidas relacionadas a despesas de viagem e manutenção.

Apesar da gravidade desse tipo de ocorrência, a incidência em Mato Grosso do Sul é considerada menor do que em estados com maior densidade populacional e vulnerabilidade social. Fatores econômicos, como a forte presença do agronegócio e a ampliação de oportunidades de emprego no interior, contribuem para reduzir a exposição da população a esse tipo de crime.

As autoridades reforçam a importância do registro imediato de desaparecimento e da colaboração da família para agilizar eventuais investigações, especialmente nos casos que fogem do padrão de afastamento voluntário.

 

Com informações de Campo Grande News.

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