A onça-pintada que atacou e matou o caseiro Jorge Ávalo, de 58 anos, no Pantanal sul-mato-grossense, foi capturada na madrugada desta quinta-feira (24) por equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA). O animal, um macho de 94 quilos, está sendo transportado para o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande, onde passará por exames e avaliação comportamental.
As buscas começaram na segunda-feira (21) e mobilizaram mais de dez policiais e um biólogo especialista em fauna silvestre. O felino foi encontrado próximo ao local do ataque, nas imediações do pesqueiro Touro Morto, onde Jorge trabalhava há cerca de 20 anos.
Segundo o professor e pesquisador Geanderson Araújo, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que acompanhou a captura, o animal está visivelmente debilitado. “Ela está magra, muito magra. Agora, precisamos avaliar os próximos passos”, disse.
De acordo com a PMA, para garantir a segurança durante o processo de reabilitação, o Cras será isolado e a entrada será permitida apenas a pessoas autorizadas.
Jorge Ávalo desapareceu na segunda-feira após um pescador, que foi até o local comprar mel, estranhar sua ausência. No deck do pesqueiro, foram encontradas marcas de sangue e pedaços de carne humana, levando à suspeita de ataque por felino. A PMA foi acionada e iniciou imediatamente as buscas.
Segundo familiares, Jorge já havia registrado a presença de onças na região, chegando a compartilhar vídeos e fotos com parentes. Em uma das últimas mensagens, chegou a brincar com o cunhado após encontrar pegadas que, segundo ele, indicavam disputa de território entre os animais.
A remoção da onça visa garantir a segurança da população local e preservar a vida do animal, enquanto autoridades e especialistas analisam o que motivou o ataque.
