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Operação da PF mira organização criminosa transnacional em MS e outros seis estados

Ação cumpre 102 mandados de prisão e busca e apreensão, além de medidas contra agentes públicos.

Da Redação
04/11/26 às 08h16
(Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Receita Federal do Brasil, deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Ifrit, para combater uma organização criminosa transnacional com atuação em Mato Grosso do Sul e ramificações em outros estados. A ação foi autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande.

Ao todo, são cumpridos 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. A operação também prevê três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.

As diligências ocorrem em Mato Grosso do Sul e em outros seis estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.

Investigação apura tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro

Segundo a investigação, a organização criminosa seria liderada por um núcleo familiar e teria ligação com outros grupos criminosos. O esquema também contaria com a participação de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.

O grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. As apurações também envolvem suspeitas de crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.

De acordo com a PF, a organização utilizava armamentos, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar grupos rivais.

(Foto: Divulgação/PF)

Atuação na fronteira com o Paraguai

A organização atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. As investigações apontam que o grupo também mantinha ramificações em outros estados brasileiros.

Ainda conforme a apuração, drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os materiais abasteciam redes de distribuição no Brasil, enquanto as rotas de tráfico de entorpecentes também tinham como destino países da Europa, especialmente Espanha e Portugal.

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