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Operação Piracema termina com mais de R$ 60 mil em multas aplicadas pela Polícia Militar Ambiental

Fiscalizações em rios e rodovias resultaram em autuações, apreensão de pescado e abordagens durante o período de defeso na região.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
09/03/26 às 11h27
Foto: Arquivo Hojemais Três Lagoas

A Operação Piracema, realizada pela Polícia Militar Ambiental (PMA), terminou com 31 autuações e mais de R$ 60 mil em multas aplicadas durante o período de fiscalização na região. A ação ocorreu entre 1º de novembro de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, período em que a pesca é restrita para garantir a reprodução das espécies.

De acordo com o tenente Santanna da PMA, o trabalho de fiscalização ocorreu tanto nos rios quanto nas rodovias da região, com o objetivo de combater a pesca ilegal e orientar pescadores sobre a legislação ambiental.

Durante o período de defeso, R$ 60.171 em multas foram aplicados por irregularidades ambientais. Além disso, as equipes realizaram 9 abordagens a embarcações, 22 abordagens fluviais a pessoas e 161 abordagens terrestres, em ações de fiscalização e bloqueios nas estradas.

As equipes também apreenderam 313,8 kg de pescado, resultado de atividades irregulares identificadas durante as operações. Ao todo, foram montados sete bloqueios ou barreiras de fiscalização, além de 15 patrulhamentos fluviais e 14 patrulhamentos terrestres, abrangendo áreas urbanas e rurais.

Com o encerramento da Piracema, a pesca volta a ser permitida, porém com regras específicas para pescadores amadores. Segundo o tenente, a legislação estabelece uma cota de transporte de um exemplar de peixe, respeitando as espécies proibidas, como o dourado, além da permissão para até cinco piranhas pretas.

Para pescar legalmente, o pescador amador deve possuir licença, que pode ser emitida por meio do cadastro no site do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). No sistema, o pescador escolhe a modalidade permitida, como pesca embarcada, desembarcada, subaquática ou pesque e solte.

Alguns petrechos continuam proibidos para pescadores amadores, como redes, tarrafas, zóio-de-galho e outros equipamentos considerados predatórios. O uso permitido inclui caniço simples, molinete ou equipamentos específicos autorizados pelo órgão ambiental.

O tenente também destacou que a fiscalização continua mesmo com a pesca liberada. A PMA deve manter ações nos rios e rodovias para verificar o transporte de pescado e possíveis crimes ambientais. “Para quem gosta de pescaria, a Polícia Militar Ambiental está à disposição para orientar. Em caso de dúvidas, a população pode procurar a unidade, e quando houver irregularidades será feita a fiscalização conforme a legislação”, ressaltou.

A orientação é que pescadores respeitem as regras ambientais para garantir a preservação das espécies e evitar penalidades.

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