A morte de Jussara Gimenez Pereira dos Santos, de 60 anos, em 26 de setembro, em Campo Grande, desvendou um suposto homicídio enquadrado pelo medo da separação.
O principal suspeito, seu marido, de 54 anos, inicialmente alegou um disparo acidental. No entanto, a polícia descobriu contradições em seu depoimento, apontando um ciúme possessivo como potencial motivação.
A investigação conduzida pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) revelou que o marido conduziu Jussara para a Santa Casa após o incidente, afirmando que ela, antes de falecer, confidenciou a familiares que tudo não passava de um acidente. Apesar disso, ele deixou o hospital, desaparecendo por dois dias até ser localizado em 30 de setembro.
A delegada Elaine Cristina Benicasa indicou que o casal pretendia viajar para São Gabriel do Oeste, mas seu trajeto levantou suspeitas. Ele alegou que iria ajudar seu pai, o que foi refutado pela investigação, mostrando a impossibilidade do evento relatado.
Além disso, câmeras de segurança mostraram Jussara ferida dentro do carro. É também descrito que o motivo do disparo, segundo o marido, foi um intento suicida, que a polícia considera inconsistente dada a evidência acumulada.
A investigação expôs um crescente comportamento possessivo do marido, potencialmente exacerbado por sua doença de Parkinson, temendo ser abandonado. A hipótese é que ele quis impedir Jussara de estabelecer outro relacionamento futuro, o que culminou em sua morte.
