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A realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027 deve movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira, segundo estudo elaborado pela FGV Projetos a pedido da Embratur. A projeção considera os impactos econômicos gerados durante o período de preparação e execução do torneio, que será realizado no Brasil.
Os dados foram apresentados pelo diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd, durante o Confut, evento de negócios, networking e inovação do esporte realizado em Nova York.
De acordo com o levantamento, a competição deve gerar um incremento de R$ 3,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, equivalente a 0,03% da economia nacional, com base nos dados de 2025.
A expectativa é de que o torneio contribua ainda para a criação de 73,7 mil postos de trabalho diretos e indiretos, além da distribuição de R$ 4,5 bilhões em rendimentos, entre salários e lucros. A arrecadação tributária gerada pelo evento é estimada em R$ 928 milhões.
O impacto financeiro estimado de R$ 8,8 bilhões é dividido em dois eixos principais: o impacto gerado pelo público e os investimentos necessários para a organização do torneio.
O primeiro eixo representa um impacto estimado em R$ 4,7 bilhões, considerando a expectativa de circulação de cerca de 2 milhões de pessoas, entre moradores e turistas, durante o mês da competição.
Esse fluxo deve contribuir para a manutenção de aproximadamente 45,7 mil empregos, gerar R$ 2,4 bilhões em renda e resultar em uma arrecadação de R$ 516 milhões em impostos federais, estaduais e municipais.
O segundo eixo está relacionado aos investimentos para a realização da Copa do Mundo Feminina, com impacto estimado em R$ 4,1 bilhões na economia.
A projeção considera o orçamento global da competição, estabelecido pela Fifa em US$ 800 milhões. Desse total, 43% correspondem ao pagamento de premiações internacionais e não entram na estimativa de impacto direto na economia brasileira.
O restante dos recursos, convertido para a moeda brasileira, representa uma injeção estimada de R$ 2,3 bilhões no mercado nacional, destinados a áreas como logística, transmissão, segurança e saúde. Esse movimento deve sustentar cerca de 28 mil postos de trabalho.
A projeção foi calculada com base na metodologia de Matriz de Insumo-Produto (MIP), utilizada para estimar efeitos diretos, indiretos e induzidos na economia.