Nesta quinta-feira (05), a Polícia Civil de Rio Negro cumpriu um mandado de prisão contra um homem de 44 anos que perseguia e importunava sexualmente mulheres do município. O indivíduo chegava a entrar em suas residências durante a noite para espioná-las.
A Polícia Civil tomou conhecimento dos acontecimentos após o registro realizado por uma das vítimas, que procurou a delegacia, relatando que há mais de um ano vinha sendo perseguida pelo homem. Além disso, mais recentemente, a situação havia, segundo ela, começado a se agravar, até que ela se deparou com o homem forçando a entrada em sua casa.
Assim que tomaram conhecimento dos fatos, a Seção de Investigações Gerais (SIG) da unidade iniciou as diligências para a devida identificação, constatando que o investigado já ostentava histórico similar desde 2006, quando invadiu a casa de uma mulher, apenas de cueca, e forçou a entrada pelas portas do fundo.
Com a repercussão do fato, outra vítima se encorajou e compareceu à delegacia, informando que naquela semana foi importunada sexualmente pelo mesmo indivíduo. Segundo a vítima, o homem havia passado as mãos em suas nádegas durante o seu trabalho, além de persegui-la com uma faca ao sair do serviço. Da mesma forma, o autor foi até a casa dela durante a noite, sendo surpreendido por uma testemunha que gritou ao ouvir os barulhos na porta, fazendo com que ele fugisse.
Com base nas informações colhidas e na gravidade dos fatos, a autoridade policial responsável representou pela prisão preventiva do homem, sendo a medida decretada pelo Poder Judiciário que, além disso, concedeu medidas protetivas de urgência para as vítimas.
Na manhã desta quinta-feira (05), os policiais realizaram um monitoramento e conseguiram localizar e prender o investigado, contando com o apoio da Polícia Militar (PM). Durante as buscas, foram apreendidas a faca usada na investida contra as mulheres e uma garrucha calibre 22.
O homem deverá responder pelos crimes de importunação sexual, com penas de 1 a 5 anos de reclusão, perseguição (ou stalking), com pena de 6 meses a 2 anos de reclusão, com aumento da metade em razão da condição de sexo feminino, além do crime de posse irregular de arma de fogo, com pena de 1 a 3 anos.
Em caso de abuso sexual ou perseguição, procure a Polícia Civil.
