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PRF apreende 625 quilos de antimônio sem documentação em van de passageiros em MS

Mineral estava em 25 sacos lacrados sem identificação no bagageiro de uma van que fazia a linha Corumbá-Campo Grande; motorista não apresentou nota fiscal.

Da Redação
01/02/26 às 16h11
(Foto/Divulgação)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 625 quilos de antimônio durante uma fiscalização realizada na última quinta-feira (31), no quilômetro 708 da BR-262, em frente à unidade operacional de Corumbá, município localizado a 428 quilômetros de Campo Grande. O material estava sendo transportado sem documentação fiscal em uma van de passageiros.

De acordo com a PRF, a carga foi localizada no compartimento de bagagens de uma van de cor prata que realizava transporte regular de passageiros e encomendas no trajeto entre Corumbá e Campo Grande. Durante a vistoria, os policiais encontraram 25 sacos lacrados, sem qualquer tipo de rótulo ou identificação do conteúdo, o que despertou suspeitas.

Ao ser interrogado, o motorista afirmou que se tratava de uma encomenda e que o conteúdo era uma amostra de minério. Ele não apresentou nota fiscal do produto, apenas um papel emitido pela empresa responsável pela remessa, contendo os dados do remetente.

Após contato com o remetente, os agentes foram informados de que o material era antimônio adquirido na Bolívia. O próprio remetente admitiu não possuir documentação fiscal, não ter realizado o desembaraço aduaneiro e ter a intenção de comercializar o mineral com fabricantes de baterias no Brasil.

Cada saco pesava cerca de 25 quilos, totalizando aproximadamente 625 quilos da substância. A carga foi apreendida e encaminhada para a Receita Federal em Corumbá.

O antimônio é um elemento químico classificado como semimetálico ou metaloide, encontrado principalmente em minérios na natureza. É utilizado industrialmente para conferir maior resistência e durabilidade a ligas metálicas, especialmente na produção de baterias, além de ter aplicações em componentes eletrônicos, soldas, pigmentos e materiais retardantes de chama. Por possuir valor comercial e uso controlado, sua extração, importação e comercialização exigem documentação fiscal adequada e regularização perante os órgãos competentes.

*Com informações do Campo Grande News

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