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Suposto envenenamento deixa bebê e jovem mortos 

Polícia investiga possível contaminação de alimentos; cinco pessoas seguem hospitalizadas

Da redação - Hojemais Três Lagoas
03/01/25 às 15h58
Imagem: G1 (Manoel Leandro da Silva, de 18 anos, e Igno Davi da Silva, de 1 ano e 8 meses)

A Polícia Civil do Piauí está investigando o suposto envenenamento de uma família na cidade de Parnaíba, no norte do estado, ocorrido no primeiro dia de 2025. O incidente resultou na morte de um bebê de 1 ano e 8 meses e de um jovem de 18 anos. Outras cinco pessoas foram hospitalizadas, incluindo três crianças.  

As vítimas começaram a passar mal após ingerir alimentos e foram levadas ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda). O diretor técnico da unidade, Carlos Teixeira, lamentou a tragédia. "O Heda expressa suas mais sinceras condolências à família neste momento de imensa dor", declarou.  

As duas crianças mais jovens, de 3 e 4 anos, estão em estado grave e serão transferidas para o Hospital de Urgência de Teresina em voos do serviço aéreo do Samu. Uma terceira criança, de 11 anos, apresenta quadro estável, enquanto uma mulher adulta segue em cuidados intensivos. Um homem de 53 anos recebeu alta na quinta-feira (2).  

A polícia recolheu alimentos consumidos pela família, incluindo um baião de dois preparado em casa e peixes doados no dia anterior. O delegado Abimael Silva informou que os alimentos passarão por análise toxicológica para confirmar se estavam contaminados com algum tipo de veneno.  

O delegado também destacou que o peixe doado foi consumido por outras famílias, que não relataram problemas. O casal responsável pela doação, que realiza esse trabalho há mais de cinco anos, foi ouvido e alegou nunca ter enfrentado situações semelhantes.  

Esse caso levantou suspeitas devido a um episódio anterior envolvendo a mesma família, quando duas crianças morreram por envenenamento em agosto de 2024, após consumirem cajus contaminados. "Ainda não estamos relacionando os dois casos. Dependemos dos laudos para avançar nas investigações", afirmou o delegado.   

A Polícia Civil tem um prazo inicial de 30 dias para concluir o inquérito, que pode ser prorrogado se necessário. Enquanto isso, a comunidade local aguarda respostas para o que poderia ter causado essa tragédia.

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