Em conversa com este colunista, pré-candidato a deputado estadual de Três Lagoas revelou sua indignação com uma situação enfrentada nesta sexta-feira (20). Segundo ele, uma moça representante de um instituto de pesquisa, do qual nunca ouviu falar, bateu em sua porta para fazer um levantamento sobre em que votava para deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da República.
PESQUISA DIRECIONADA
A revolta do pré-candidato é com o fato de a pesquisa constar apenas alguns nomes de pré-candidatos da cidade (que deverá ter entre 15 e 16 candidatos) e não ter espaço para respostas espontâneas. O seu nome é um dos que não constavam da lista. “Expliquei pra ela que era pesquisa direcionada, e tal, e ela me disse que só estava fazendo o trabalho dela”, indigna-se.
SEM IDENTIFICAÇÃO
O que também deixou o pré-candidato indignado é que ela se recusou a apresentar o CNPJ da empresa e nem onde ela se localiza. Vale lembrar que conforme as novas regras do TSE, desde, desde 1º de janeiro deste ano, está proibida a divulgação de pesquisas eleitorais sem registro.
PUNIÇÕES
A divulgação de pesquisa fraudulenta implica em crime, punível com pena de prisão de seis meses a um ano e multa no valor de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00. Já o descumprimento das normas de registro também é crime, punível com pena de prisão de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo prazo, e multa no valor de R$ 10.641,00 a R$ 21.282,00. As informações são de Ivan Santos no Bem Paraná.