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Ex-candidato, que se diz o mais votado entre os pobres e pés-rapados da campanha em TL, não quer mais saber de política

Confira esta e outras notas apimentadas sobre a cidade e região

Hojemais - João Maria Vicente
15/10/18 às 22h13
(Reprodução)

Candidato que se intitula o mais votado entre os pobres e pés-rapados da campanha, afirma que não quer mais saber de política. Frustrado com o resultado que as urnas lhe revelaram, ele avalia que uma série de coisas contribuiu para a sua fraca votação, a qual não vou mencionar, porque o dito cujo não deseja ser identificado. Segundo o tal, com campanha pobre não tem como chegar ao eleitor. “Só nos conhecidos mesmo”, afirma.

BUROCRACIA

Apesar da votação pífia, que não chegou a dez por cento da densidade eleitoral do candidato eleito com menos voto, o 'pós-eleição' traz transtorno para o ex-candidato, que afirma não está tendo tempo pra nada, por estar mergulhado na prestação de contas, mesmo sem ter gastado praticamente nada. “Tem esse m.... toda ainda”, blasfema. “burocracia só, de doação do partido”.

DISTANCIAMENTO

A classe C que cresceu em mais de 50 milhões de pessoas durante os governos petistas de Lula e Dilma, deixou de ser patrimônio político do partido. Levantamento sobre o resultado eleitoral em 3.294 cidades onde predomina a renda familiar média mostra que o PT perdeu 10 milhões de votos da classe C de 2014 para 2018. Se fossem levados em conta só esses municípios, Jair Bolsonaro (PSL) ganharia a eleição no primeiro turno, com 51,9% dos votos, informa O Globo.

PEDIDO DE EXPULSÃO

O PDT vive um incêndio interno. Pelo menos 15 membros do Diretório Nacional enviaram carta à Comissão de Ética do partido pedindo a expulsão de candidatos ao Governo que vão disputar o 2º turno, por apoiarem Jair Bolsonaro (PSL) para presidente: Amazonino Mendes (AM), Carlos Eduardo Alves (RN), e o juiz Odilon (MS).

SINUCA DE BICO

O presidente do PDT, Carlos Lupi está numa sinuca de bico. De um lado a coerência ideológica e o ‘apoio crítico’ declarado a Fernando Haddad (PT); e de outro a possibilidade de o partido obter vitórias em dois Estados (AM e RN), traindo o PT. Brizolistas históricos como Wendel Pinheiro, Júlio Rocha, Lauri Bernardes, entre outros, dizem que Amazonino boicotou a campanha do presidenciável Ciro Gomes.

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