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Horário Eleitoral tem sido utilizado mais para criticar adversários, que apresentar propostas

Confira esta e outras notas apimentadas sobre a cidade e região

Hojemais - João MariaVicente
05/09/18 às 11h58

MUDANÇA DE FOCO

É comum durante as campanhas eleitorais, candidatos usarem o horário eleitoral gratuito para criticar os adversários. Nestas eleições, entretanto, parece que tal pratica está sendo adotada com mais intensidade. Pelo que tenho visto, em vez de apresentarem propostas, a maioria tem preferido atacar seus oponentes, principalmente, os que representam algum tipo de ameaça ao seu desempenho nas urnas.

ALVO

Nesse quesito, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSC) tem sido o principal alvo de seus algozes. Inserções do MDB, por exemplo, investem pesado na reprodução do vídeo em que ele é filmado afirmando que não estupraria a colega de Câmara, Maria do Rosário, por ela não merecer. Propostas mesmo, por enquanto ainda estão minguadas, de todas as partes.

ESTRATÉGIA ANTIGA

E essa estratégia, que é utilizada desde antigamente, tem funcionado muito bem por presidenciáveis. Foi, inclusive, isso que levou Levou Collor ao segundo turno das eleições de 1989, quando ele apresentou a filha bastarda de Lula em seu programa eleitoral. Não fosse isto, Lula teria vencido no primeiro turno. Collor foi eleito o presidente.

QUALQUER UM, MENOS...

"Um dos mais próximos interlocutores de Michel Temer assevera: se nem Henrique Meirelles nem Geraldo Ackmin passarem para o segundo turno, Temer apoia qualquer candidato contra Jair Bolsonaro", conta Guilherme Amado no blog do Lauro Jardim em O Globo. "Se isso é bom ou ruim para quem receber o apoio, é outro assunto", acrescenta. 

REPRESENTAÇÃO

A coligação liderada pelo PT, que reúne o PCdoB e o Pros, ingressou com representação criminal no Supremo contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) que, em campanha no Acre no sábado, usou o tripé de uma câmera para imitar uma metralhadora e prometeu: "Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre. Vamos botar esses picaretas para correr do Acre. Já que gostam tanto da Venezuela, essa turma tem que ir para lá. Só que lá não tem nem mortadela, heim galera. Vão ter que comer capim mesmo". (Marco Eusébio)

REPERCUSSÃO

O vídeo repertiu e gerou comentários a favor e contra nas redes sociais. A assessoria do deputado federal disse que o gesto "foi uma brincadeira". O PT e aliados, acusam o candidato de injúria eleitoral, ameaça e incitação ao crime de homicídio. Veja o vídeo. (Idem)

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