“O povo quer mudança, mas não está disposto a mudar”. A frase foi dita a este colunista pelo deputado estadual, candidato à reeleição, Professor Rinaldo Modesto (PDT). Ele estava estarrecido com a quantidade de coisas absurdas que o eleitor pede em troca do seu voto. Rinaldo, que está em seu terceiro mandato e é irmão da vice-governadora Rose Modesto, que vai disputar uma cadeira de deputado federal.
JEITINHO BRASILEIRO
Furar fila, não devolver troco a mais, fazer "gatonet" ou gato de luz e água; comprar ou vender CDs "piratas" e tudo mais que for "pirata"; deixar de declarar (de pagar) algum imposto; passar calote esperando a conta prescrever; apresentar atestado falso para se livrar do trabalho; comprar carteira de motorista; estacionar em vaga de idoso ou cadeirante. Tudo é considerado comum pelo brasileiro que usa as redes sociais para criticar os outros, principalmente, políticos.
HIPOCRISIA
Mas alguém pergunta: “O que esperar de pessoas que agem dessa forma? Que moral essa gente tem de sair às ruas pedindo a cassação ou impeachement desse ou daquele político que elegeu para representá-lo?”. O eleitor cobra todo tipo de benesses do candidato, e depois quer cobrar honestidade deste.
AUMENTO DE SALÁRIO
No fim do recesso do Judiciário e, com a volta dos ministros do Supremo ao batente nesta quarta-feira, juízes vão intensificar a pressão para garantir aumento salarial em 2019. A categoria defende reajuste de 16,38% aos ministros da Corte, o que provocaria um efeito cascata no Judiciário e nos demais poderes, pois o salário deles representa o teto constitucional.
FORA DA REALIDADE
Estimativas preliminares apontam que a despesa com a folha de pagamento pode subir R$ 3 bilhões. Conforme o Correio Braziliense, analistas afirmam que toda a iniciativa privada perdeu poder de compra nos últimos anos e que o pedido dos senhores de toga está fora da realidade brasileira.
PERDAS
Hoje, a remuneração dos ministros é de R$ 33,7 mil mensais, 35 vezes acima do salário mínimo de R$ 954. Os magistrados alegam perdas de mais de 41% em relação à inflação nos últimos anos e dizem que não haverá impacto nas contas públicas. No próximo dia 8, os ministros do STF vão se reunir para tratar do tema.