RETALIAÇÕES A VISTA
Pelo que tem corrido à boca miúda, a decisão dos vereadores da Base da prefeita Márcia Moura (PMDB) que votaram pela abertura de procedimento contra ela na Câmara pode lhes custar caro, sobretudo para os que pertencem a partidos que possuem cargos no Executivo. Especulações dão conta de que as retaliações virão contra os que colocaram as ‘manguinhas’ de fora.
CABEÇAS PODEM ROLAR
Na manhã de quarta-feira (14), um dia seguinte à votação, os comentários eram de que Amilson Torres, diretor do Procon e Janaína Lunardi, secretária de Administração, poderiam perder os seus respectivos cargos. No caso, porque Amilson é indicação do PSB, cuja bancada votou contra a prefeita enquanto que Janaína é esposa do presidente do Pros, partido de Sirlene da Saúde, que votou da mesma forma.
WELTON NA OPOSIÇÃO
Outro que votou pela abertura de procedimento contra a prefeita, Welton Irmão (PRB), desta vez, parece que definitivamente bandeou mesmo para a oposição. Pelo menos é o que deixou transparecer em seu Facebook e em entrevista à radialista Aurora Vilalba. Há um bom tempo ele anunciou tal intenção este colunista, mas ainda não havia se decidido. O motivo do rompimento com Márcia? Não cumprimento de promessas ao PRB, segundo disse.
GRUPOS
E minutos antes da polêmica votação de terça, o presidente Jorginho do Gás (PSDB) convocou os vereadores da Base para uma rápida reunião, o que gerou uma cena curiosa. Alguns vereadores foram até a Mesa, onde ele se encontrava, mas outros grupos se formaram, como o da bancada do PSB; o de Bazé (DEM) Vera Helena (PMSB) e Welton e o de Silene com Idevaldo (PT).
AINDA DA BASE
Aliás, quando Jorginho chamou a Base, o seu xará, o Martinho (PSD), se mostrou surpreso, dando a entender que não sabia se o presidente era situação ou oposição. O tucano ratificou sua posição de apoio a Márcia, lembrando que fez parte do grupo de partidos que a elegeu.