A morte do ex-governador Wilson Martins, ocorrida nesta semana, aos cem anos de idade, não teve a mesma repercussão que a do também ex-governador Pedro Pedrossian, no ano passado. Muito provavelmente, porque Martins não deixou um legado de grandes obras como o seu antecessor nas duas ocasiões em que governou MS.
SEM OBRAS
Aliás, este colunista tentou, sem sucesso, junto há alguns veteranos da política local, levantar alguma obra deixada por Wilson em Três |Lagoas. O radialista Adilson Silva, por exemplo, observou que o governo do saudoso peemedebista foi marcado por reformas e pelo investimento na grade curricular da Educação, informação corroborada pela professora Fátima Tebet, que ingressou no Estado por meio de concurso público durante sua gestão.
REVANCHISMO
Por falar em Adilson Silva, ele se recordou de um episódio interessante ocorrido por ocasião da inauguração do Estádio Madrugadão, que homenageia Bendito Soares da Mota, o Madrugada, homem de confiança e amigo de Pedrossian. Devido a esta particularidade, a placa inaugural trazia o nome de Estádio Municipal, em vez do nome do homenageado, o que gerou grande burburinho na ocasião.
DIFÍCIL
“Tá difícil, amigo”, respondeu José Francisco Marques Neto, ao ser arguido se conhecia alguma obra de Wilson. “Que eu sei (sic), entregou o Governo para o Ramez e se candidatou ao Senado. O Ramez foi muito longe, mas São Pedro fez ele parar, como vai fazer com nós”, brincou.
Uma das memórias vivas da política três-lagoense, Marques Neto foi o primeiro prefeito de Brasilândia e ex-presidente da Câmara de Três Lagoas.