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Crescimento em cadeia: investimentos transformam Três Lagoas e impulsionam toda a região

O crescimento foi impulsionado tanto pela expansão das plantações de eucalipto quanto pela circulação de renda e pela crescente demanda por serviços.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
15/06/26 às 08h56
Segundo dados do IBGE de 2025, Três Lagoas conta com uma população estimada em 143.523 habitantes ( Caio Cristaldo)

O avanço da indústria de base florestal em Três Lagoas não se limitou aos parques industriais. Ao longo dos últimos anos, a cidade passou por uma profunda transformação urbana e econômica, impulsionada por uma onda de investimentos que alcançou diversos setores estratégicos.

A expansão gerou impactos diretos no setor habitacional, com a implantação de novos empreendimentos imobiliários, além do fortalecimento do comércio local. O segmento de serviços também acompanhou esse crescimento, com a ampliação da rede hoteleira, abertura de restaurantes e melhorias nos sistemas de transporte.

Outro reflexo relevante foi observado na educação e na qualificação profissional. A demanda por mão de obra especializada impulsionou o fortalecimento do ensino técnico e a criação de programas voltados à capacitação, preparando trabalhadores para atender às exigências da cadeia produtiva.

Os investimentos também chegaram à infraestrutura urbana, com avanços em pavimentação asfáltica, obras de drenagem e reordenamento do trânsito — medidas que se tornaram necessárias diante do crescimento acelerado da cidade. Atualmente, segundo dados do IBGE de 2025, Três Lagoas conta com uma população estimada em 143.523 habitantes, o que tem exigido planejamento contínuo para garantir mobilidade e qualidade de vida.

Esse conjunto de transformações está diretamente ligado à geração de milhares de empregos, tanto diretos quanto indiretos, ao longo de toda a cadeia florestal e industrial.

O impacto, no entanto, ultrapassou os limites de Três Lagoas. Municípios vizinhos como Brasilândia, Selvíria, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Inocência e Bataguassu também passaram a sentir os efeitos desse ciclo de desenvolvimento.

Nessas cidades, o crescimento foi impulsionado tanto pela expansão das plantações de eucalipto quanto pela circulação de renda e pela crescente demanda por serviços, consolidando uma rede regional interligada pelo setor de celulose e papel.

Esse movimento evidencia como a industrialização baseada na silvicultura tem redesenhado o mapa econômico do leste sul-mato-grossense, criando oportunidades, atraindo investimentos e consolidando a região como um dos principais polos produtivos do país.

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A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

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