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Vale da Celulose une forças para reforçar prevenção aos incêndios em MS

Reunião reúne segurança pública e setor de celulose para fortalecer ações de prevenção aos incêndios florestais em Mato Grosso do Sul.

Portal Vale Celulose  - Redação - Hojemais - Três Lagoas 
05/08/26 às 13h44
(Foto: Forças de segurança, Conseg e empresas Arauco e Suzano em reunião para a formação de brigadistas - Imagem: Vale Celulose)

Vale da Celulose mobiliza forças de segurança e empresas para fortalecer prevenção aos incêndios

Em um momento de crescente preocupação com o período de estiagem e os riscos de incêndios florestais, representantes das forças de segurança, órgãos públicos e das empresas Arauco e Suzano se reuniram nesta quarta-feira (5) , na sede do Sebrae , em Três Lagoas , para discutir estratégias de prevenção e ampliar a capacidade de resposta da região.

O encontro foi promovido pelo Conselho Interativo de Segurança Microregional Leste de Mato Grosso do Sul (CONSEG) e teve como principal pauta a criação de um programa de formação de brigadistas comunitários para atender assentamentos, distritos e bairros mais afastados dos centros urbanos.

A proposta prevê capacitar moradores dessas localidades para atuarem no primeiro atendimento às ocorrências, ampliando a capacidade de resposta até a chegada das equipes especializadas do Corpo de Bombeiros Militar e demais órgãos de segurança.

Prevenção é prioridade no Vale da Celulose

A iniciativa ganha ainda mais relevância diante da expansão do Vale da Celulose, que concentra milhões de hectares de florestas plantadas e abriga alguns dos maiores investimentos industriais do Brasil. A extensa área destinada ao cultivo de eucalipto exige um sistema permanente de monitoramento, prevenção e resposta rápida para reduzir riscos ambientais, proteger comunidades, preservar a produção florestal e garantir a segurança das pessoas.

Durante a reunião, foi consenso entre os participantes que investir em prevenção é a estratégia mais eficiente para evitar que pequenos focos de incêndio se transformem em grandes ocorrências, protegendo não apenas as florestas cultivadas, mas também propriedades rurais, áreas de preservação, comunidades e toda a infraestrutura da cadeia produtiva da celulose, um dos principais motores do desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul.

 

Outro ponto apresentado pelas empresas é que, na maior parte das ocorrências registradas, o fogo tem origem em propriedades rurais vizinhas às florestas plantadas, alcançando posteriormente as áreas de cultivo. Por isso, fortalecer a cultura da prevenção também nas comunidades do entorno tornou-se uma prioridade.

Ramon Santos - Coordenador de Proteção e Incêndios da Arauco

Arauco e Suzano apresentam estrutura de combate

Representantes da Arauco e da Suzano apresentaram as ações preventivas já desenvolvidas em suas operações florestais.

Entre as medidas estão o monitoramento por câmeras, vigilância permanente das áreas, utilização de tecnologias para detecção precoce de focos de calor, aeronaves de pronto emprego equipadas para lançamento de água, brigadas internas especializadas, equipes de resposta rápida e protocolos específicos para atuação durante o período crítico de queimadas.

As empresas também colocaram suas equipes técnicas à disposição para colaborar com a formação dos novos brigadistas comunitários, compartilhando conhecimento e experiência acumulados na prevenção e combate aos incêndios florestais.

Integração entre segurança pública, Defesa e setor produtivo

A reunião reuniu representantes das principais instituições responsáveis pela segurança pública, defesa e proteção ambiental da região, reforçando a importância da atuação integrada.

Participaram representantes do CONSEG, Arauco, Suzano, 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM), Batalhão de Polícia Militar Rural, Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) , Polícia Civil , Polícia Penal , Corpo de Bombeiros Militar , Polícia Rodoviária Federal (PRF) , Defesa Civil de Três Lagoas , Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso do Sul e da 3ª Bateria de Artilharia Antiaérea (3ª Bia AAAe) do Exército Brasileiro.

A união entre as forças de segurança, órgãos públicos e empresas foi apontada como fundamental para ampliar a capacidade de prevenção, resposta rápida e proteção das comunidades e das áreas produtivas que integram o Vale da Celulose.

Capitão BM Ladislau da Coordenadoria da Defesa Civil de MS fala sobre a chegada e os impactos do El niño

El Niño acende alerta para período crítico de queimadas

As autoridades também manifestaram preocupação com os possíveis efeitos do fenômeno El Niño , que poderá provocar um período de estiagem mais severa em Mato Grosso do Sul .

Enquanto outras regiões do país tendem a registrar chuvas acima da média, a previsão para o Estado é de redução das precipitações, baixa umidade relativa do ar e temperaturas elevadas, fatores que aumentam significativamente o risco de incêndios florestais.

O cenário exige atenção especial justamente em uma região que concentra grandes áreas de florestas plantadas, propriedades rurais e importantes investimentos industriais ligados à cadeia da celulose.

Ao final do encontro, ficou definido que o CONSEG dará continuidade às tratativas para estruturar o programa de formação de brigadistas comunitários, fortalecendo a integração entre poder público, forças de segurança, empresas e sociedade.

A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar a cultura da prevenção, reduzir o número de ocorrências e proteger um dos maiores polos florestais e industriais do Brasil.


 

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A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

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