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Dr. Fábio Nogueira explica como evitar o falso positivo ou negativo na leishmaniose canina

Segundo o médico veterinário, o diagnóstico da leishmaniose não é fácil, e um falso negativo pode colocar em risco a vida do cão, tendo em vista que em situações como essa, o tutor pode tomar uma medida que não seja o tratamento, levando o animal para eutanásia sem a necessidade.

Julia Rafaela  - Hojemais Três Lagoas 
21/09/21 às 18h00

A leishmaniose canina, também conhecida como calazar em algumas regiões, é uma doença não contagiosa, que não se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para o outro e muito menos de um animal para as pessoas. Isso significa que a transmissão da doença só ocorre através da picada do mosquito fêmea infectado. 

No estágio inicial, é comum a doença se apresentar de maneira silenciosa, entretanto, o quadro é grave e sem o devido diagnóstico e tratamento o cão pode vir a óbito. 

Apesar de pouco comentada, a leishmaniose canina é um problema sério no país, especialmente em Três Lagoas, onde a proliferação do protozoário do gênero leishmania ocorre em maior escala. Em agosto de 2020, o zoonose do município confirmou 689 casos positivos, gerando uma alerta para o setor de Vigilância em Saúde e Saneamento.  

Diante desse cenário, o Portal Hojemais conversou com o médico veterinário Dr. Fábio dos Santos Nogueira, proprietário do Hospital Mundo Animal, que abordou os principais sintomas e a forma correta para obter um diagnóstico assertivo da leishmaniose. Confira! 

Médico veterinário Dr. Fábio dos Santos Nogueira, proprietário do Hospital Mundo Animal.

Segundo o veterinário, existem algumas manifestações clínicas da doença que são mais típicas nos cães, dentre emagrecimento, caquexia (perda de peso e muscular acentuada), dermatite na ponta da orelha, ferida na região nasal, descamação cutânea (excesso de caspas pelo corpo), feridas de difícil cicatrização na região do cotovelo ou do calcanhar, sangramento no nariz e onicogrifose, que é o crescimento exagerado das unhas. 

“Dentro desse contexto onde citamos os sintomas mais comuns da doença, é importante destacarmos que o diagnóstico da leishmaniose não é fácil, isso porque não existe nenhuma prova 100%. Sendo assim, é necessário a coleta de vários dados do animal para completarmos o diagnóstico, pois somente a sorologia (exame de anticorpo) não é suficiente, podendo acusar um falso positivo ou negativo” – afirmou o médico veterinário. 

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Ainda de acordo com o Dr. Fábio Nogueira, essa cautela e aprofundamento na investigação da doença em caso de suspeita, é extremamente necessário, isso porque existem muitos cães que produzem um anticorpo facilmente confundido com a leishmaniose, e isso pode acusar o falso positivo. Em muitos casos como esse, o tutor pode ainda tomar outra medida que não seja o tratamento, levando o animal para eutanásia sem a necessidade. 

“Portanto, quando falamos em diagnóstico da leishmaniose, é imprescindível a coleta de vários dados, bem como a realização de exames, que incluem a coleta da medula óssea, da pele e do linfonodo. Medida essa que visa uma prova mais específica para identificação do parasita”- acrescentou.

Além da coleta desses materiais, existem também as provas moleculares, que são utilizadas a partir da amplificação do DNA do parasita, como uma forma de se chegar a identificação assertiva. 

“Por fim, é importante frisarmos que o diagnóstico da leishmaniose canina, é resultado da realização de todos esses exames citados em conjunto com a avaliação clínica do veterinário. Contudo, esse profissional deve estar apto e atento aos sinais que o animal vem apresentando” – finalizou. 

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