A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum no mundo, cujo sua principal característica é a perda cognitiva da memória, além de outros sintomas neuropsiquiátricos e alterações comportamentais que avançam de acordo com o estágio da doença.
Hoje, estima-se que cerca de 47 milhões de pessoas sofram com algum tipo de demência, onde 50% é acometida pelo Alzheimer, dados esses divulgados no ano de 2019 pelo Instituto de Alzheimer Brasil (IAB).
Diante desse cenário, o Portal Hojemais conversou com o médico geriátrica da Clínica Vitalcor Três Lagoas, Dr. Sidney David (CRM/MS 5713 CRM/SP 137649), que abordou um estudo recente com os 12 fatores de risco modificáveis, que podem prevenir até 40% dos casos de demência. Para saber quais são eles, continue a leitura!
Segundo o médico, a causa exata do Alzheimer é ainda desconhecida entre a comunidade médica, sendo assim, a ciência aponta alguns fatores de risco que não são modificáveis, dentre eles: idade, hereditariedade e genética. Entretanto, o avanço nas pesquisas mostram outros 12 fatores que podem sim ser trabalhados com o objetivo de prevenir a doença ou atrasar o aparecimento de demências como Alzheimer, Parkinson e Huntington.
Confira a lista publicada pela revista The Lancet em julho de 2020:
1. Hipertensão;
2. Baixa escolaridade na infância;
3. Deficiência auditiva;
4. Tabagismo;
5. Obesidade;
6. Depressão;
7. Diabetes;
8. Baixo contato social;
9. Inatividade física;
10. Consumo excessivo de álcool;
11. Poluição do ar;
12. Lesões cerebrais traumáticas.
De acordo com o Dr. Sidney David, os nove primeiros fatores listados em 2017 estão associados a 34% dos casos de demência. Já o consumo excessivo de álcool, poluição do ar e lesão cerebral traumática foram somados à lista na última publicação e representam, respectivamente, 1%, 2% e 3% dos casos.
“É claro que muitos casos de demência ainda possuem causas variáveis e até mesmo desconhecidas. Entretanto, esses estudos possuem uma enorme representatividade, que mostram como a melhora no estilo de vida é essencial para a boa saúde e prevenção dessas doenças” – explicou.
Atividade física e prevenção
Não é novidade para ninguém que as atividades físicas são grandes aliadas na prevenção de inúmeras doenças, incluindo as demências.
“O fato de não existir uma cura para Alzheimer, faz com que os objetivos dos tratamentos sejam adiar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. Aspectos esses que podem ser obtidos por meio da prática de atividades físicas, considerando que essas atividades são capazes de controlar os fatores de risco, bem como pressão arterial, glicemia, colesterol e triglicerídeos” – acrescentou.
Benefícios do exercício sobre o Alzheimer:
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Controla fatores de risco, como pressão arterial, glicemia, colesterol e triglicerídeos;
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Função protetora dos neurônios: estudos indicam que quem faz atividade física previne o depósito da proteína beta-amilóide em torno das células nervosas;
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Libera hormônios e substâncias como irisina, dopamina, endorfina e serotonina, que em conjunto protegem o cérebro e agem sobre a saúde mental;
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Melhora o metabolismo e as funções cardiovasculares, o que aumenta a oxigenação cerebral;
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Tem efeito benéfico contra sintomas da demência, como depressão e ansiedade.
Portanto, segundo o especialista, cuidar da saúde hoje, é um ato de amor e prevenção futura!
O Dr. Sidney Antônio David Jr. atua na prevenção e tratamento de doenças ou limitações comuns ao envelhecimento, intervindo com humanismo para fazer da terceira idade a melhor de todas. Para agendar seu check up clique no botão abaixo:
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