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Gigante global: fusão entre Fibria e Suzano redefine o setor de celulose e projeta o Brasil ao topo mundial

A operação não apenas unificou atividades, mas também redesenhou a dinâmica do setor.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
15/06/26 às 08h40
Reprodução/Suzano
A marca Fibria deixou de existir, sendo completamente absorvida pela Suzano. ( Reprodução)

A consolidação entre duas das maiores companhias do setor florestal marcou um divisor de águas na economia brasileira e no mercado global de celulose. Anunciada em março de 2018, a aquisição da Fibria pela Suzano, em um acordo estimado em US$ 12 bilhões — cerca de R$ 44 bilhões à época — foi concluída em janeiro de 2019, dando origem à maior produtora de celulose de eucalipto do planeta.

A operação não apenas unificou atividades, mas também redesenhou a dinâmica do setor, colocando o Brasil em posição ainda mais estratégica no comércio internacional de celulose. A nova Suzano passou a figurar entre as maiores empresas globais de papel e celulose, com capacidade produtiva superior a 11 milhões de toneladas por ano.

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Antes da fusão, a Fibria já ocupava papel de destaque no mercado. Resultado da união entre a Aracruz Celulose e a Votorantim Celulose e Papel (VCP), a companhia consolidou forte presença em Três Lagoas (MS), município que se transformou em um dos principais polos industriais do segmento, ganhando o título de “capital mundial da celulose”.

Com atuação voltada majoritariamente à exportação, especialmente para mercados da Ásia e Europa, a Fibria foi peça-chave na expansão do setor brasileiro. Sua incorporação pela Suzano ampliou esse alcance, com objetivos estratégicos bem definidos: ganho de escala, redução de custos operacionais, aumento da competitividade internacional e fortalecimento das exportações.

Os impactos econômicos da transação foram expressivos. A criação de uma gigante global impulsionou a balança comercial brasileira e consolidou o país como líder mundial na produção de celulose de eucalipto. No cenário regional, os reflexos também foram significativos, sobretudo em Três Lagoas, onde o fortalecimento do polo industrial atraiu novos investimentos, ampliou a cadeia florestal baseada no eucalipto e estimulou a geração de empregos indiretos.

Apesar dos avanços, o movimento também trouxe desafios. Especialistas e setores da sociedade levantaram preocupações quanto à concentração de mercado, além de impactos ambientais associados à expansão do cultivo de eucalipto e a questões fundiárias em determinadas regiões.

Como resultado final da operação, a marca Fibria deixou de existir, sendo completamente absorvida pela Suzano. Mais do que uma fusão empresarial, o negócio simboliza a consolidação de um modelo produtivo que posiciona o Brasil como protagonista global em um dos segmentos mais estratégicos da economia verde.

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A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

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