O diagnóstico de uma condição do neurodesenvolvimento é apenas o início de uma jornada que envolve família, profissionais da saúde e escola. Durante o HojeCast, Michele Braga, diretora da clínica
ABA Acolher,
em Três Lagoas, falou sobre a importância da intervenção individualizada e da participação dos familiares.
Segundo a especialista, a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é uma ciência utilizada para compreender comportamentos e desenvolver habilidades. O acompanhamento pode envolver diferentes profissionais, como psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e psicopedagogos, de acordo com as necessidades de cada criança.
Michele explica que o primeiro passo é realizar uma avaliação para identificar as habilidades já desenvolvidas e as áreas que precisam ser trabalhadas. A partir disso, são estabelecidos objetivos específicos e estratégias de intervenção.
Outro ponto destacado é a generalização das habilidades. Para que o aprendizado não fique restrito ao ambiente da clínica, é importante que aquilo que foi desenvolvido durante as sessões também seja aplicado em casa, na escola e em outros espaços frequentados pela criança.
A participação dos pais, portanto, vai além de acompanhar os resultados. A família pode observar o processo, receber orientações e ajudar a colocar em prática estratégias no cotidiano.
A especialista também fez um alerta sobre o excesso de informações disponíveis nas redes sociais. Segundo ela, famílias que recebem um diagnóstico podem encontrar diferentes promessas de tratamentos na internet, mas cada criança precisa ser avaliada individualmente.
“Instagram tá tudo lindo, mas o tratamento em si da criança não”,
afirmou Michele, reforçando que decisões sobre intervenções devem ser tomadas com orientação profissional.
A mensagem principal deixada pela especialista é que o diagnóstico não determina o futuro da criança. Com acompanhamento adequado, estímulos e apoio da família, diferentes habilidades podem ser desenvolvidas ao longo do tempo.