Economia

ANS autoriza reajuste de 15,5% para os planos de saúde individuais e familiares

O percentual é o teto para o período entre maio de 2022 e abril de 2023 para os contratos de cerca de 8 milhões de beneficiários

R7
26/05/22 às 15h39
Planos ficaram congelados em 2020 e houve desconto em 2021, devido à Covid-19 - REPRODUÇÃO/FACEBOOK

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) autorizou reajuste de 15,5% para os planos de saúde individuais e familiares.

O aumento vale para contratados a partir de janeiro de 1999). A decisão será publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (27) e o reajuste poderá ser aplicado pela operadora a partir da data de aniversário do contrato, ou seja, no mês da contratação do plano.

O percentual é o teto válido para o período entre maio de 2022 e abril de 2023 para os contratos de cerca de 8 milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de assistência médica no Brasil. É o maior aumento autorizado pela agência, desde o início da série histórica, em 2000.

Ao todo são 49,1 milhões de beneficiários com planos de assistência médica no país, de acordo com dados referentes a março de 2022.

O índice de 2022 passou pelo Ministério da Economia e aprovado em reunião de Diretoria Colegiada nesta quinta-feira (26).

Para chegar ao percentual de 2022, segundo a ANS, foi utilizada a metodologia de cálculo que vem sendo aplicada desde 2019, que combina a variação das despesas assistenciais com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) descontado o subitem plano de saúde.

"O cálculo é baseado na diferença das despesas assistenciais por beneficiário dos planos de saúde individuais de um ano para o outro. Dessa forma, o índice de 2022 resulta da variação das despesas assistenciais ocorridas em 2021 em comparação com as despesas assistenciais de 2020", afirma a agência em nota.

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Pandemia

Em 2020, os planos ficaram congelados por causa da pandemia de Covid-19. Já em 2021, pela primeira vez, a ANS definiu redução de 8,19% nos valores das mensalidades. A decisão foi motivada pela queda da demanda decorrente do período de isolamento na pandemia; por causa de distanciamento social, muitos brasileiros adiaram a procura por serviços médicos não emergenciais.

"A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas adotadas para evitar a disseminação da Covid-19. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde", conclui a ANS em nota.

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