Fique por Dentro

Inclusão na prática: mãe cria caderno e panfleto para apresentar filha com síndrome de Down à nova escola

Muito se fala sobre inclusão, mas, na prática, são atitudes simples e conscientes que transformam o discurso em realidade. Foi exatamente isso que mostrou Natasha Assad, mãe da pequena Mariah.

Flávia Avelar Gomes
10/02/26 às 12h00
Natasha e Guilherme com as filhas Mariah e Alicia

Antes mesmo de cobrar da nova escola a inclusão da filha, Natasha Assad, criadora de conteúdo, decidiu dar o primeiro passo dentro de casa. Mariah (3 anos), que tem síndrome de Down, estava iniciando em uma nova unidade escolar, e a mãe encontrou na tecnologia uma forma sensível e eficaz de facilitar a adaptação.

Natasha preparou um caderno de apresentação da filha, explicando de maneira leve e didática quem é Mariah. No material, ela contou o que a menina gosta, aquilo de que não é muito fã, como se comporta em alguns momentos — inclusive quando faz birra, algo comum a qualquer criança — e outras características da sua personalidade. A iniciativa teve como objetivo permitir que professores e funcionários conhecessem Mariah além do diagnóstico, enxergando primeiro a criança, seu jeito e suas necessidades.

Além do caderno, a Natasha também produziu um panfleto bem colorido e explicativo sobre a filha, que será entregue a cada amiguinho da nova sala. A ideia é que as outras crianças possam entender melhor quem é Mariah, facilitando a aproximação, a convivência e a construção de amizades desde o primeiro dia.

A ação, aparentemente simples, carrega um significado profundo. Ao preparar esse material, Natasha mostrou que a inclusão verdadeira não acontece apenas por meio de leis, discursos ou imposições, mas começa no cuidado, na informação e na construção de pontes entre as pessoas.

A atitude também reforça uma reflexão importante: a inclusão não deve ser “empurrada” como uma obrigação fria, mas construída com diálogo, empatia e preparo. Quando todos compreendem melhor as particularidades de uma criança, o ambiente se torna naturalmente mais acolhedor.

Panfleto entregue aos amiguinhos

Para muitas famílias que vivem a realidade da deficiência, o maior desafio não é apenas o acesso, mas a aceitação genuína e o pertencimento. E é justamente nesse ponto que exemplos como o de Natasha ganham relevância, ao mostrar que pequenas atitudes podem gerar grandes mudanças.

Mais do que falar sobre inclusão, ela demonstrou, na prática, que o primeiro passo para um mundo mais acolhedor começa dentro de casa — e que conhecer é sempre o melhor caminho para respeitar.

Siga a rotina, conquistas e desafios enfrentados por esta linda e apaixonante família pelo instagram  @acorda.mariah.bonita

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