Opinião

Para onde vai o seu dinheiro? Uma reflexão urgente para o voto de domingo

As eleições do próximo domingo, dia 4 de outubro, colocam diante de nós uma das decisões mais importantes para o futuro do Brasil.

Ednilton Farias Meira, advogado e bacharel em ciências
30/09/26 às 16h07

Seja você um jovem de 16 anos que vai votar pela primeira vez, cheio de sonhos e planos para o futuro, ou um experiente cidadão de 70 anos, que já viu de tudo nesta vida, há uma realidade que aperta o bolso e o coração de todos: o sofrimento do povo brasileiro diante do custo de vida elevado. 

Para mudar esse cenário, precisamos falar sobre algo fundamental: o dinheiro do pagador de impostos .

O imposto invisível que pesa no prato de todo mundo.  Muitas vezes achamos que quem paga imposto é apenas quem tem grandes empresas ou declara o Imposto de Renda. Mas a verdade é bem diferente e atinge a todos de forma igualitária e cruel.

O imposto embutido: Quando você compra um pão na padaria, um quilo de arroz, um remédio na farmácia ou abastece um carro, uma fatia enorme daquele valor — muitas vezes chegando quase à metade do preço — são apenas impostos.

O sacrifício do povo: O governo não gera riqueza por conta própria; o dinheiro que ele gasta vem inteiramente do suor do povo brasileiro. Se o imposto é alto, tudo fica mais caro, e as famílias sofrem para comprar o básico.

A lição de casa que o Governo precisa aprender com as famílias

Qualquer chefe de família ou dona de casa sabe uma regra básica da sobrevivência financeira: n ão se pode gastar mais do que se ganha . Quando o dinheiro aperta em casa, corta-se o supérfluo, reduzem-se os gastos e ajusta-se o orçamento.

No entanto, parece que os governantes esqueceram essa regra de ouro. Para mudar o Brasil, precisamos eleger gestores que tenham coragem de fazer o corte de gastos na própria carne: acabar com a farra de cargos públicos distribuídos para amigos, aliados e apadrinhados políticos que só servem para ocupar espaço e custar caro;  diminuir a quantidade de pastas e privilégios desnecessários; cortar cartões corporativos para gastos sem controle, acabar com sigilos injustificados em despesas públicas e impor critérios rígidos de eficiência.

O perigo da dívida pública e o juro alto que asfixia o comércio

Para manter uma máquina pública gigante e ineficiente — que gasta com escolas mal geridas, transportes precários, saúde lotada e, claro, com os altos custos de políticos e mordomias —, o governo frequentemente gasta mais do que arrecada.

Para cobrir esse rombo, o governo precisa pegar dinheiro emprestado. Ele faz isso emitindo títulos da  dívida pública . Os investidores (bancos, fundos e pessoas) só compram esses títulos se o governo pagar  juros muito altos , pois há o risco constante de o governo não conseguir pagar (o famoso calote).

Quando o governo empurra os juros lá no alto para rolar sua dívida, todo o sistema financeiro do país fica caro. É por isso que o financiamento da sua casa própria, a prestação do carro, o empréstimo para o pequeno comerciante e os juros do cartão de crédito ficam absurdamente altos. O juro alto do governo encarece a vida de quem quer produzir e trabalhar.

O Voto de Domingo: Um Ato de Amor ao Brasil.  No próximo domingo, o seu voto é a ferramenta mais poderosa que você tem. Não vote em quem trata o dinheiro público como se não fosse de ninguém. Vote em candidatos que entendam que  cada centavo economizado no governo é menos sofrimento e mais dignidade para o povo brasileiro .

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