A Santa Casa de Araçatuba (SP), que é referência do SUS (Sistema Único de Saúde) em atendimentos de alta complexidade para 40 municípios, apresenta síntese da prestação de contas da administração do provedor Claudionor Aguiar Teixeira.
A medida respeita o direito à informação e é uma forma de agradecimento à população e às autoridades e representantes de organizações e instituições que colaboram com o hospital.
Nesses três anos, a diretoria deu um choque de gestão e priorizou os ajustes nas despesas e a captação de recursos junto à comunidade e aos governos municipal, estadual e federal. Com isso, a atual diretoria conseguiu reduzir em 58,51% o déficit financeiro. Em 2020, a instituição registrou superávit.
Em 2021, no entanto, houve queda nas receitas e as contas do hospital fecharam com déficit de R$ 6.888.042,94, porém, foram quase R$ 10 milhões a menos que em 2018, ano em que a diretoria atual assumiu com um déficit de R$ 16.602.100,68.
AVANÇO
Apesar de a receita ser menor que a despesa para realizar em média 650 mil procedimentos médico-hospitalares/ano, a diretoria da Santa Casa conseguiu ampliar em números e qualidade a assistência aos pacientes do SUS, que correspondem a cerca de 85% dos atendimentos.
Dentre os avanços, é possível destacar o aumento de 57,89% no total de leitos de UTI e atendimento de demandas extras, que geraram a necessidade de ampliação de 23,39% no quadro de contratados. O aumento no número de funcionários foi possível devido à economia obtida com a organização de horas extras.
ESTRUTURA
Na atual gestão, o hospital avançou na garantia de assistência com qualidade para os pacientes. A modernização da Usina de Oxigênio é um dos exemplos e ocorreu meses antes da pandemia do coronavírus.
Graças à parceria com a CPFL e recursos próprios, a Santa Casa de Araçatuba aumentou de 60 metros cúbicos/h para 150 metros cúbicos/h a produção da Usina de Oxigênio. Sem isso, a cidade teria vivido o caos ocorrido em alguns municípios do País, que não tiveram oxigênio suficiente para atender os pacientes.
A instituição também está resolvendo pendências históricas, como a reforma das alas destinadas às internações do SUS para adequá-las às novas legislações e, principalmente, oferecer mais conforto aos pacientes. São 12 apartamentos em andares diversos e duas alas inteiras (Ortopedia e Obstetrícia) reformados e/ou em obras financiadas com doações de pessoas físicas, instituições, da Justiça do Trabalho e aportes de emendas parlamentares.
SEGURANÇA
Outro desafio que está sendo vencido pela atual diretoria é a obtenção do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). São R$ 4 milhões investidos no plano de obras para adequar as instalações às normas de segurança contra incêndios.
Com a medida, a instituição passará a ser uma das poucas do Estado de São Paulo com o documento que garante a estabilidade e segurança em casos de incêndio.
