Tietê
Sobre o projeto de restauração florestal do rio Tietê, Loan explica que a intenção é restaurar as margens do rio e seus afluentes através das matas ciliares, para levar abrigo, alimento para fauna local e todos os serviços ecossistêmicos que elas nos fornece.
“Essa restauração é importante também para a melhoria da qualidade do solo e da água, pois as árvores ajudam a minimizar a erosão e elevam a fertilidade do solo”
, informa.
De acordo com ele, ao regular a erosão, as árvores reduzem a quantidade de sedimentos – terra e solo – que chegam aos rios, elevando a qualidade da água de modo geral.
“Além disso, as plantas absorvem dióxido de carbono, gás de efeito estufa vilão do aquecimento global”
, explica.
Mudanças climáticas
O ambientalista acrescenta que ao remover o dióxido de carbono da atmosfera, a vegetação ajuda a mitigar os efeitos da mudança climática. E a restauração florestal tem como objetivo recuperar a integridade ecológica dos ecossistemas, considerando os seus valores ambientais, econômicos e sociais.
“Em médio e longo prazo, deve haver o restabelecimento da estrutura, produtividade e diversidade, a fim de alcançar o máximo possível da semelhança com o que era a floresta originalmente. Ou seja, restaurar, está diretamente ligado à preservação da biodiversidade, da qualidade de vida, da qualidade do ar e das mudanças de temperatura que temos enfrentado”
, informa.
Cidades
Ainda de acordo com o técnico florestal, restaurar as florestas é essencial para garantir um futuro sustentável e equilibrado para todas as formas de vida no planeta. Porém, não se pode pensar em plantar árvores somente em áreas rurais.
“Temos que pensar em ter árvores dentro dos municípios, na frente das casas, nos comércios, nas escolas, nas praças”
, alerta.
Ele explica que a cada novo empreendimento as áreas verdes são substituídas por concreto, ignorando a identidade local e sua importância ambiental.
“Agora, vivemos um dos verões mais quentes da história, enfrentando temperaturas extremas e um clima cada vez mais hostil”
, diz.
Loan afirma que esse “apagamento” da paisagem natural que regulava a temperatura, absorvia a água da chuva e tornava o espaço mais habitável está criando ilhas de calor, enchentes e cidades cada vez menos resilientes.
“Todas suas áreas verdes e árvores estão sendo substituídas por empreendimentos mobiliários”
, comenta.