Conscientização
"Queremos chamar a atenção para o pessoal se conscientizar, porque aqui em Araçatuba os motoristas não respeitam motoqueiro. Eles acham que todo mundo que anda de moto é bandido e não é assim. Todo mundo aqui é pai de família, todo mundo aqui tem um filho, uma mãe, uma esposa esperando voltar para casa. O para-choque da gente é o peito", alertou Diego Aparecido Astolfo, 36 anos.
Outro motociclista comentou que na maioria das vias, como no local onde ocorreu a colisão que vitimou Lima, há boa sinalização, mas falta atenção por parte dos motoristas.
"Todo mundo hoje, a maioria, está andando de carro com o celular na mão, falando ao celular, ou com o celular ligado conversando. As vezes até bebendo. É muita desatenção", argumentou.
Ele acrescentou que os motociclistas são muito discriminados e recebem fechadas no trânsito constantemente. "Tem que andar com cuidado para você e para os outros e às vezes ainda somos xingados. O que queremos é só respeito, pois tentamos fazer a nossa parte", disse.
O motociclista comentou que todos se conhecem e sentem quando um motociclista é vítima do trânsito.
Mortes
De janeiro a abril, Araçatuba registrou seis mortes no trânsito, das quais, quatro vítimas foram motociclistas. Os números são da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana. As outras são um pedestre e um ciclista.
Somente na terça-feira, pelo menos três motociclistas tiveram ferimentos graves em colisões no trânsito na cidade, uma delas na avenida Brasília, a outra na avenida João Arruda Brasil e a terceira na rua Marcílio Dias.
