Cotidiano

Após morte, motociclistas fazem manifestação por segurança no trânsito

Mais de 20 profissionais que atuam principalmente como entregadores participaram do ato

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
08/05/19 às 17h41
Grupo se concentrou próximo a cruzamento da avenida José Ferreira Batista com a rua Clóvis Pestana (Foto: Lázaro Jr.)

Um grupo de motociclistas realizou uma manifestação na tarde desta quarta-feira (8), em Araçatuba (SP), para cobrar mais segurança no trânsito.

Eles se reuniram na avenida José Ferreira Batista, próximo ao cruzamento com a rua Clóvis Pestana, onde ocorreu a colisão que matou Robson da Silva Lima, 36 anos. Ele morreu na tarde de terça-feira (7) na Santa Casa, onde estava internado desde o dia 2.

Naquele dia, uma auxiliar de enfermagem fez um conversão proibida nesse cruzamento e interceptou a moto conduzida pela vítima, que foi socorrida com ferimentos graves, vindo a óbito cinco dias depois.

Mais de 20 profissionais que atuam principalmente como entregadores utilizando motocicletas participaram do ato.

Antes de seguir para o velório, eles pararam as motos no meio desse cruzamento, rezaram um Pai Nosso e fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Lima, que também trabalhava como motoboy havia cerca de um ano.

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Conscientização

"Queremos chamar a atenção para o pessoal se conscientizar, porque aqui em Araçatuba os motoristas não respeitam motoqueiro. Eles acham que todo mundo que anda de moto é bandido e não é assim. Todo mundo aqui é pai de família, todo mundo aqui tem um filho, uma mãe, uma esposa esperando voltar para casa. O para-choque da gente é o peito", alertou Diego Aparecido Astolfo, 36 anos.

Outro motociclista comentou que na maioria das vias, como no local onde ocorreu a colisão que vitimou Lima, há boa sinalização, mas falta atenção por parte dos motoristas.

"Todo mundo hoje, a maioria, está andando de carro com o celular na mão, falando ao celular, ou com o celular ligado conversando. As vezes até bebendo. É muita desatenção", argumentou.

Ele acrescentou que os motociclistas são muito discriminados e recebem fechadas no trânsito constantemente. "Tem que andar com cuidado para você e para os outros e às vezes ainda somos xingados. O que queremos é só respeito, pois tentamos fazer a nossa parte", disse.

O motociclista comentou que todos se conhecem e sentem quando um motociclista é vítima do trânsito.

Mortes

De janeiro a abril, Araçatuba registrou seis mortes no trânsito, das quais, quatro vítimas foram motociclistas. Os números são da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana. As outras são um pedestre e um ciclista.

Somente na terça-feira, pelo menos três motociclistas tiveram ferimentos graves em colisões no trânsito na cidade, uma delas na avenida Brasília, a outra na avenida João Arruda Brasil e a terceira na rua Marcílio Dias.

Grupo fez oração em cruzamento em homenagem a motociclista morto em colisão (Foto: Lázaro Jr.)
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