O município de Santo Antônio do Aracanguá (SP), que faz parte da região de Araçatuba, completa neste domingo (13), 28 anos de emancipação político-administrativa e, pelo segundo ano consecutivo, não contará com os tradicionais festejos nesta época do ano, em comemoração ao aniversário da cidade, devido à pandemia do novo coronavírus.
Todos os eventos comemorativos habitualmente organizados pela Prefeitura, para celebrar a data durante o mês de junho, estão suspensos até que se reestabeleça a normalidade.
Um dos festejos cancelados é a tradicional quermesse em louvor ao padroeiro Santo Antônio, promovida pela comunidade católica que, mesmo sem a festa, manteve a programação religiosa durante a semana, celebrada de acordo com as normas sanitárias, segundo informou a Prefeitura. Também foi mantida a venda antecipada de frangos assados, com retirada no salão paroquial.
Na avaliação do prefeito Roberto Doná (PSDB), além da necessidade de evitar aglomerações como uma das principais medidas para conter o avanço do coronavírus, a cidade vive sem clima para comemorações festivas, devido às mortes por covid-19 no município, entre eles, o ex-prefeito Rodrigo Santana (DEM), que perdeu a batalha para a doença há quase um ano.
“Precisamos seguir em frente, sem movimentos festivos mas comemorando o progresso da cidade, com foco na continuidade dos trabalhos desenvolvidos até aqui. Vivemos tempos difíceis, mas com muita fé e esperança de que tudo vai voltar à normalidade”, ressaltou Doná, que assumiu a gestão com a morte de Santana, em 26 de junho de 2020.
História
Aracanguá se emancipou de Araçatuba em 1992, com a implantação efetiva do município em 1º de janeiro de 1993, com a posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores eleitos, no pleito de 3 de outubro de 1992, na primeira eleição do município.
Um projeto de lei, aprovado pela câmara municipal, alterou a data de aniversário da cidade, que foi transferida para 13 de junho, dia do padroeiro, considerando e preservando a história do então distrito, que foi fundado a partir de uma promessa religiosa dos fundadores que doaram uma gleba de terra de 10 alqueires ao bispado de São Carlo, para que ali fosse fundado um povoado em homenagem aos seus santos devotos, Santo Antônio e Nossa Senhora do Carmo. A área foi desmembrada da Fazenda Macaúbas conforme acordo firmado quando da compra das terras do Dr. Pedro Junqueira de Andrade.
