Com 2.557 casos positivos de dengue e outros 1.901 em investigação e duas mortes confirmadas, a Prefeitura de Birigui (SP) anunciou nesta terça-feira (7) que está em epidemia para a doença. Dois arrastões serão realizados aos sábados, com apoio do governo estadual para o pagamento de horas extras para os agentes de combate a endemias.
De acordo com nota da Prefeitura, o CCVZ (Centro de Controle de Vetores e Zoonoses), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, informou que o município vive uma epidemia da doença desde a última semana de abril. "O Estado de São Paulo vive essa epidemia desde janeiro", disse o educador em saúde pública Marco Sanchez.
Na prática, segundo a diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Birigui, Mauricéia Bruna Alves Gonçalves, não há nenhuma mudança no manejo clínico dos pacientes e nem na assistência prestada à população, pois não houve um decreto.
“O decreto depende de cada município e a necessidade administrativa de realizá-lo. São os casos em que se decreta emergência ou calamidade, por exemplo. O estado de epidemia de dengue depende de indicadores epidemiológicos e não da emissão de decreto municipal”, explicou.
Em Birigui, assim como em outras cidades da região, os exames não estão sendo realizados pelo Adolfo Lutz. O instituto monitora apenas casos específicos já que está estabelecida a transmissão viral pela dengue no município.
Apoio
Devido ao alto índice de pessoas com a doença, Birigui foi selecionada pelo governo do Estado para receber “verba extra” para o combate à dengue. A Secretaria de Estado da Saúde vai pagar R$ 120 para agentes das prefeituras paulistas atuarem aos sábados.
A iniciativa contempla municípios com incidência superior a 300 casos de dengue por 100 mil habitantes e com tendência de aumento.
Em Birigui, foram agendados dois arrastões, nos sábados dias 11 e 25 de maio. As regiões que serão percorridas pelos agentes ainda serão definidas pela Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo informou o diretor municipal da Vigilância Sanitária, Ricardo Oliveira, 93 servidores trabalharão nessas ações. As equipes farão vistorias nas casas com objetivo de eliminar criadouros e potenciais focos do mosquito, bem como mobilizar a população para evitar novas infestações. As visitas deverão ser registradas em formulários.