A Secretaria de Estado da Saúde iniciou nesta segunda-feira (3), o repasse de R$ 8 milhões que serão destinados à Santa Casa de Araçatuba (SP), divididos em 12 parcelas, para custear o Serviço de Oncologia do hospital. Foram repassados R$ 666 mil referentes à primeira parcela do convênio.
Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, os recursos estão previstos no Plano Operativo de atendimento apresentado ao DRS-2 (Departamento Regional de Saúde) de Araçatuba em outubro do ano passado.
Conforme publicado pelo Hojemais Araçatuba , durante visita do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à cidade em janeiro, o provedor da Santa Casa, Petrônio Pereira Lima, pediu agilidade na tramitação do plano. A autorização foi publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 27, com o convênio sendo autorizado atendendo integralmente a proposta apresentada pela diretoria do hospital, segundo a assessoria de imprensa.
Pelo acordo, em no máximo três meses a Santa Casa terá que zerar as filas para cirurgias oncológicas e de exames para diagnóstico e monitoramento dos tratamentos. Não foi informado quantos pacientes estariam nessa fila atualmente.
Déficit
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, a atual diretoria assumiu o cargo há um ano com déficit mensal de aproximadamente R$ 350 mil decorrente do desequilíbrio entre o teto financeiro contratado para atendimento no Serviço de Oncologia.
Apesar de receber para atender até 400 pacientes/mês, houve aumento na demanda, que registrou média de 1.053 pacientes/mês em 2022, sendo 70 casos novos mensalmente.
Essa demanda segue crescente, já que nos primeiros dois meses deste ano o CTO (Centro de Tratamento Oncológico) atendeu 2.486 pacientes, sendo 1.422 em janeiro e 1.031 em fevereiro, mês com dias úteis a menos.
Outros serviços
Também em nota, Petrônio cita que a publicação do convênio é um reconhecimento pela importância do trabalho realizado pelo CTO para os pacientes oncológicos dos 40 municípios da região de Araçatuba, que resultou em déficit de quase R$ 5 milhões em um ano.
De acordo com ele, a diretoria do hospital procederá da mesma forma para estancar déficits financeiros em outros setores de atendimento. Um deles é a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal e Pediátrica, que também estaria registrando déficit há muito tempo, devido ao que recebe diante da demanda real atendida.
