Cotidiano

'Eu sou assim': voluntárias criam projeto para orientar adolescentes sobre abuso sexual

Agentes comunitárias de saúde, Crisley Aparecida de Oliveira Maurício e Regiane Alonso Tavares, de Penápolis (SP), trabalham várias temáticas nas escolas há cinco anos

Da redação* - Hojemais Araçatuba
13/06/22 às 19h00
Agente de saúde Chrisley Maurício conversa com os alunos (Foto: Divulgação)

O refeitório da escola está repleto de alunos, que não aguardam refeições, mas sim outro alimento essencial: a informação. Olhos atentos e ouvidos abertos para aprender a reconhecer e como proceder em casos de violência e abuso sexual, que muitas vezes acontecem dentro de casa.

O projeto chamado “Eu sou assim” foi criado pelas agentes comunitárias de saúde, Crisley Aparecida de Oliveira Maurício e Regiane Alonso Tavares, de Penápolis (SP), que de forma voluntária, atenderam ao pedido da escola estadual "Professor João Teixeira Sampaio", para conversar com os alunos dos 6º anos sobre o assunto.

Ambas já trabalham com projetos com a temática "Saúde na escola" há cinco anos, orientando os alunos de todas
as idades. “Já falamos sobre higiene pessoal, uso racional de água, bullying, gravidez precoce, IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), entre outros assuntos, conforme a indicação da escola e faixa etária dos alunos”, explica Chrisley.

Agentes de saúde Regiane e Chrisley e enfermeira Natália durante preparação da palestra na escola (Foto: Divulgação)

Encontro

O primeiro encontro do "Eu sou assim" contou com aproximadamente 100 alunos, de 11 e 12 anos, e ocorreu em maio, durante o mês em que são realizadas ações de mobilização no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Chrisley explica que a iniciativa trabalha de forma interativa com os alunos. “Projetamos um vídeo educativo curto sobre o assunto e depois iniciamos uma conversa sobre os cuidados com o corpo, cuidado com as redes sociais, como identificar as práticas de abuso sexual e como reagir e denunciar”, disse.

A enfermeira Natália Carvalho de Costa também participou de forma voluntária do encontro com os estudantes, levando o seu depoimento pessoal e a importância de denunciar os casos de violência doméstica e de abuso sexual.

Acolhimento

A agente de saúde Regiane Alonso acrescenta que os alunos também puderam participar de uma dinâmica interativa sobre o assunto e depois foi aberto um momento para perguntas e respostas. “Infelizmente, muitos casos de violência doméstica e abuso acontecem dentro de casa. A criança e o adolescente precisam saber como identificar e
em quem confiar para contar e denunciar, porque muitas vezes, o familiar não acredita nelas. Por isso é importante que a escola discuta esse tema e o professor seja uma referência de acolhimento e confiança desses alunos, assim como nós profissionais da saúde, já que em casa, muitas delas não recebem esse tipo de orientação e apoio”, analisou Regiane.

O projeto das voluntárias chegou à escola estadual a pedido da professora orientadora Osmélia Mendes Altimari, com apoio da diretora Rosângela Siqueira.

Conscientização

Regiane relata que os projetos nas escolas foram interrompidos durante os dois anos da pandemia e foram retomados este ano. De acordo com ela, a intenção é continuar o projeto direcionado aos alunos, mas também expandir para assuntos relacionados à melhor idade, caso haja interesse desse público.

Para as agentes de saúde, o objetivo do projeto é conscientizar a comunidade por meio das crianças e também alcançar os adolescentes com temas pertinentes à idade.

Com informações de Thaísa Fernanda*

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