Encontro
O primeiro encontro do "Eu sou assim" contou com aproximadamente 100 alunos, de 11 e 12 anos, e ocorreu em maio, durante o mês em que são realizadas ações de mobilização no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Chrisley explica que a iniciativa trabalha de forma interativa com os alunos. “Projetamos um vídeo educativo curto sobre o assunto e depois iniciamos uma conversa sobre os cuidados com o corpo, cuidado com as redes sociais, como identificar as práticas de abuso sexual e como reagir e denunciar”, disse.
A enfermeira Natália Carvalho de Costa também participou de forma voluntária do encontro com os estudantes, levando o seu depoimento pessoal e a importância de denunciar os casos de violência doméstica e de abuso sexual.
Acolhimento
A agente de saúde Regiane Alonso acrescenta que os alunos também puderam participar de uma dinâmica interativa sobre o assunto e depois foi aberto um momento para perguntas e respostas. “Infelizmente, muitos casos de violência doméstica e abuso acontecem dentro de casa. A criança e o adolescente precisam saber como identificar e
em quem confiar para contar e denunciar, porque muitas vezes, o familiar não acredita nelas. Por isso é importante que a escola discuta esse tema e o professor seja uma referência de acolhimento e confiança desses alunos, assim como nós profissionais da saúde, já que em casa, muitas delas não recebem esse tipo de orientação e apoio”, analisou Regiane.
O projeto das voluntárias chegou à escola estadual a pedido da professora orientadora Osmélia Mendes Altimari, com apoio da diretora Rosângela Siqueira.
Conscientização
Regiane relata que os projetos nas escolas foram interrompidos durante os dois anos da pandemia e foram retomados este ano. De acordo com ela, a intenção é continuar o projeto direcionado aos alunos, mas também expandir para assuntos relacionados à melhor idade, caso haja interesse desse público.
Para as agentes de saúde, o objetivo do projeto é conscientizar a comunidade por meio das crianças e também alcançar os adolescentes com temas pertinentes à idade.
Com informações de Thaísa Fernanda*