Um grupo de mães quer a retomada do Centro de Atendimento Especial, conhecido como Berçário Especial, localizado na rua Belmonte, no Centro de Birigui (SP). A unidade era gerenciada pela Secretaria Municipal de Saúde e atendia pessoas com paralisia cerebral severa. No entanto, o serviço foi interrompido no início da pandemia e não há data para retorno. Além do atendimento, as mães pedem melhorias.
O principal problema, segundo as mães ouvidas pela reportagem, é o agravamento da saúde das “crianças”. Sem as sessões de fisioterapia que eram realizadas no berçário, os atendidos estão tendo regressão no tratamento, como o enfraquecimento de músculos e redução nas funções motoras.
Sheila Moura Rosa tem uma filha de 21 anos que frequenta o centro de atendimento há mais de 10 anos. Devido a problemas de saúde da menina, ela não ficava mais todos os dias no berçário, porém fazia sessões de fisioterapia no local e de fonoaudiologia quando o serviço ainda existia.
“Nossas crianças estão há mais de um ano dentro casa, sem nenhum atendimento. A maioria não tem condições de pagar pelo tratamento no particular, então acaba tendo um retrocesso”, disse.
Outro problema que ela relata é a impossibilidade de trabalhar. “Quando minha filha estava no berçário, eu conseguia trabalhar em casa para ajudar nas despesas. Com ela em casa, eu passo 24 horas cuidando dela, sem nenhuma possibilidade de fazer qualquer outra coisa”, desabafa.
