Cotidiano

Investimento de R$ 3,7 milhões deve transformar Santa Casa de Araçatuba em centro regional de atendimento de câncer

Obra para duplicar a capacidade de atendimento do CTO teve início nesta segunda-feira e deve ser concluída em 12 meses

Agência Trio Notícias
26/01/26 às 19h50
Projeto de como ficará o Centro de Oncologia da Santa Casa de Araçatuba (Imagem: Ilustração)

O investimento de R$ 3.717.605,54 anunciado pelo Unisalesiano nesta segunda-feira (26) para obras de reforma e revitalização do CTO (Centro de Tratamento Oncológico) da Santa Casa de Araçatuba (SP), deve transformar o hospital em uma referência regional para o tratamento de pacientes com câncer.

A Santa Casa é a principal porta de entrada para os serviços oncológicos da área do DRS-2 (Departamento Regional de Saúde) e concentra diagnóstico, cirurgias, terapias especializadas e atendimentos multidisciplinares.

De acordo com o que foi divulgado, em 2025 o CTO atendeu 2.065 pacientes por mês, em média, somando mais de 30 mil atendimentos no ano. Além disso, são recebidos 70 novos pacientes por mês.

Levando-se em conta a estimativa de aumento da população regional, a perspectiva é de que os atendimentos oncológicos cresçam até 10% ao ano, o que chegaria a mais de 90 mil atendimentos no prazo de 10 anos. Por isso, o investimento anunciado agora pensa no atendimento da atual demanda e da demanda futura.

O diretor do DRS-2, Francisco Bassalobre, participou do anúncio da reforma do CTO (Foto: Lázaro Jr.)

Demanda real

Durante o evento para anunciar a reforma e ampliação do prédio do CTO da Santa Casa, foi explicado que apesar dos números registrados pela Santa Casa, não é possível afirmar com exatidão, quantos pacientes de Araçatuba e região estão em tratamento contra o câncer atualmente.

Hoje, todos os atendimentos oncológicos do Estado passam pela Rede Hebe Camargo, que faz o direcionamento para as unidades especializadas no tratamento. Porém, existe uma procura automática de pacientes que vão direto ao hospital de Barretos, que não entram nessa lista.

O diretor do DRS-2 (Departamento Regional de Saúde) de Araçatuba, Francisco Carlos Parra Bassalobre, participou do anúncio da reforma e explicou que um dos objetivos do Estado é acabar com essa busca espontânea.

Ainda de acordo com ele, o investimento anunciado pelo Unisalesiano na Santa Casa de Araçatuba caminha nesse sentido, já que o hospital passaria a ter capacidade para fazer todo o atendimento regional.  “Vamos quebrar essa rotina do pensamento de que Araçatuba não é tão bom quanto Barretos e Jales. Não, é tão bom quanto lá tem condições de fazer” , afirmou, convocando a imprensa a ajudar nesse esclarecimento ao público.

Qualidade

Bassalobre afirmou que o atendimento prestado pelo CTO da Santa Casa de Araçatuba hoje está muito próximo do que é oferecido em Jales, por exemplo. De acordo com ele, com o investimento que está sendo feito, também se alcançará o tratamento oferecido em Barretos.

Por isso, a proposta é que com a ampliação da capacidade, todos os novos pacientes da região sejam atendidos em Araçatuba.  “Os pacientes novos terão todo atendimento aqui. Você vai ter capacidade e toda logística para atender” , afirmou.

Com relação aos pacientes que já fazem tratamento em outra unidade, eles serão mantidos nessa rotina, até por já estarem ambientados. Já os pacientes que fazemtratamento paliativo, por exemplo, e que são atendidos na Santa Casa, devem ser direcionados para hospitais da região, que estão com capacidade ociosa, aliviando a sobrecarga do hospital.

Financiamento

Com relação ao financiamento do atendimento após a conclusão da obra, o diretor do DRS-2 explicou que o pagamento pelos serviços prestados é feito de acordo com a produção.  “Existe uma produção que a Santa Casa precisa comprovar para receber. Todo recurso estadual ele tem que ter uma produção e vai ser pago de acordo com a produção. Como eles vão reestruturar, eles vão aumentar essa produção, eles vão receber por ela” , esclareceu.

Bassalobre reforçou que a tabela SUS Paulista também contempla os procedimentos oncológicos, que serão ampliados, e o valor será aumentado de acordo com os procedimentos.

Ele declarou que para o Estado é interessante esse investimento que foi anunciado nesta terça-feira, pois a ideia é sempre ter um serviço de oncologia próximo à região em que o paciente mora.  “Araçatuba tem um hospital qualificado já com o atendimento, que será ampliado. Aquilo que for ampliado e estará sempre a serviço do paciente, o Estado está sempre a par com eles” , afirmou.

Por fim, Bassalobre afirmou que atualmente o DRS-2 tem cumprido o prazo de 60 dias para encaminhar os novos pacientes para atendimento nas vagas disponíveis, apesar de esse tempo de espera já ter chegado a seis meses, no início da atual gestão estadual. 

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