Demanda real
Durante o evento para anunciar a reforma e ampliação do prédio do CTO da Santa Casa, foi explicado que apesar dos números registrados pela Santa Casa, não é possível afirmar com exatidão, quantos pacientes de Araçatuba e região estão em tratamento contra o câncer atualmente.
Hoje, todos os atendimentos oncológicos do Estado passam pela Rede Hebe Camargo, que faz o direcionamento para as unidades especializadas no tratamento. Porém, existe uma procura automática de pacientes que vão direto ao hospital de Barretos, que não entram nessa lista.
O diretor do DRS-2 (Departamento Regional de Saúde) de Araçatuba, Francisco Carlos Parra Bassalobre, participou do anúncio da reforma e explicou que um dos objetivos do Estado é acabar com essa busca espontânea.
Ainda de acordo com ele, o investimento anunciado pelo Unisalesiano na Santa Casa de Araçatuba caminha nesse sentido, já que o hospital passaria a ter capacidade para fazer todo o atendimento regional.
“Vamos quebrar essa rotina do pensamento de que Araçatuba não é tão bom quanto Barretos e Jales. Não, é tão bom quanto lá tem condições de fazer”
, afirmou, convocando a imprensa a ajudar nesse esclarecimento ao público.
Qualidade
Bassalobre afirmou que o atendimento prestado pelo CTO da Santa Casa de Araçatuba hoje está muito próximo do que é oferecido em Jales, por exemplo. De acordo com ele, com o investimento que está sendo feito, também se alcançará o tratamento oferecido em Barretos.
Por isso, a proposta é que com a ampliação da capacidade, todos os novos pacientes da região sejam atendidos em Araçatuba.
“Os pacientes novos terão todo atendimento aqui. Você vai ter capacidade e toda logística para atender”
, afirmou.
Com relação aos pacientes que já fazem tratamento em outra unidade, eles serão mantidos nessa rotina, até por já estarem ambientados. Já os pacientes que fazemtratamento paliativo, por exemplo, e que são atendidos na Santa Casa, devem ser direcionados para hospitais da região, que estão com capacidade ociosa, aliviando a sobrecarga do hospital.
Financiamento
Com relação ao financiamento do atendimento após a conclusão da obra, o diretor do DRS-2 explicou que o pagamento pelos serviços prestados é feito de acordo com a produção.
“Existe uma produção que a Santa Casa precisa comprovar para receber. Todo recurso estadual ele tem que ter uma produção e vai ser pago de acordo com a produção. Como eles vão reestruturar, eles vão aumentar essa produção, eles vão receber por ela”
, esclareceu.
Bassalobre reforçou que a tabela SUS Paulista também contempla os procedimentos oncológicos, que serão ampliados, e o valor será aumentado de acordo com os procedimentos.
Ele declarou que para o Estado é interessante esse investimento que foi anunciado nesta terça-feira, pois a ideia é sempre ter um serviço de oncologia próximo à região em que o paciente mora.
“Araçatuba tem um hospital qualificado já com o atendimento, que será ampliado. Aquilo que for ampliado e estará sempre a serviço do paciente, o Estado está sempre a par com eles”
, afirmou.
Por fim, Bassalobre afirmou que atualmente o DRS-2 tem cumprido o prazo de 60 dias para encaminhar os novos pacientes para atendimento nas vagas disponíveis, apesar de esse tempo de espera já ter chegado a seis meses, no início da atual gestão estadual.