A obra de duplicação da ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, que liga os municípios de Novo Horizonte (SP) e Pongaí, passando sobre o rio Tietê, já está 75% concluída. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (8) pelo governo do Estado.
Considerada a maior ponte do Estado de São Paulo, com 2,4 quilômetros de extensão, ela deve ser entregue ainda neste ano e não deverá substituir a ponte atual, que será revitalizada e adaptada para pedestres e ciclistas, com reforço de iluminação.
Ainda de acordo com o que foi divulgado, a construção fica no sentido leste da rodovia Dr. Mário Gentil (SP-333), entre os quilômetros 229 e 232, e terá duas faixas de rolamento. O investimento previsto é de R$ 387,3 milhões, com base de cálculo feita em abril de 2026.
Estrutura
O projeto prevê um vão central de 125 metros e o uso de 208 vigas pré-moldadas, cada uma com 41 metros de comprimento e 74 toneladas. As vigas são produzidas no canteiro de obras de uma usina instalada a poucos metros da ponte, o que acelera o cronograma de execução.
A duplicação da maior ponte de São Paulo também exige operação sobre o rio Tietê, com balsas, embarcações de apoio e fundações dentro do rio. Das 124 estacas que dão sustentação às novas faixas, 112 ficam dentro do rio.
A obra utiliza vigas pré-moldadas de concreto e, no vão central, o método de balanços sucessivos, pensado para manter a navegação da Hidrovia Tietê-Paraná durante a execução.
Impacto logístico
Segundo o governo do Estado, a duplicação da ponte deve ampliar a segurança e melhorar a mobilidade no noroeste paulista, já que ela está em uma via que serve para o escoamento da produção agrícola e industrial da região.
As estimativas são de que mais de 1,3 milhão de veículos passam pela maior ponte de São Paulo durante o ano. Além disso, ela se conecta à Hidrovia Tietê-Paraná, por onde passaram, em 2024, 959 mil toneladas de soja, 403 mil toneladas de cana-de-açúcar e 81,5 mil passageiros.
Cuidados ambientais
Como parte da nova ponte está sendo construída dentro do rio Tietê, a obra adota medidas para evitar que solo, água com sedimentos e animais aquáticos sejam afetados durante a execução das fundações.
Todo o material retirado de dentro dos tubos usados na construção das estacas é separado e decantado. Depois disso, o solo é analisado e encaminhado para descarte adequado, fora do leito do rio. Já nas margens, equipes com biólogos e veterinários isolam trechos e resgatam peixes antes das intervenções.
