Cotidiano

Penápolis pode obrigar o uso de máscaras em locais públicos

A Prefeitura está distribuindo 3.500 máscaras doadas pela Klin e deve receber outras doações nos próximos dias

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
16/04/20 às 12h40

O prefeito de Penápolis (SP), Célio de Oliveira (sem partido), avalia a possibilidade de publicar decreto obrigando a população a utilizar máscaras em locais públicos.

A medida vem sendo adotada em várias cidades brasileiras, como forma de prevenção à disseminação do coronavírus, que provoca a covid-19, doença que já causou a morte de uma pessoa na cidade.

Célio informou ao Hojemais Araçatuba que essa é mais uma das medidas que poderão ser tomadas para que as atividades comerciais voltem a ser liberadas de forma gradual no município.

Na semana passada, a Prefeitura de Penápolis iniciou a distribuição à população, de 3.500 máscaras de TNT que foram doadas ao município pela empresa Klin, de Birigui. A entrega foi feita em locais de risco, como filas de bancos e lotéricas e também nos supermercados.

Segundo informado pela Prefeitura, nos próximos dias o município receberá nova remessa de máscaras obtidas por outras parcerias e elas também serão entregues à comunidade.

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Na semana passada a Prefeitura iniciou a distribuição de 3,5 mil máscaras à população (Foto: Divulgação)

Flexibilização

O prefeito de Penápolis acredita que na próxima semana, o governo do Estado deve adotar medidas que autorize os municípios a tomarem decisões de acordo com a realidade local.

O decreto determinando o fechamento do comércio e a suspensão dos serviços não essenciais no Estado entrou em vigor em 24 de março, válido por 15 dias. Entretanto, ele foi prorrogado por mais 15 dias, prazo que vence na próxima quarta-feira (22). Na terça-feira (21) será feriado nacional de Tiradentes.

Controlada

Célio de Oliveira entende que apesar dos números alarmantes em nível de Brasil, em Penápolis a situação com relação aos casos de coronavírus está relativamente controlada.

Até quarta-feira (15), a cidade havia notificado 33 casos suspeitos de covid-19, porém, desde a última sexta-feira (10) não é notificado nenhum caso suspeito no município.

Como 18 foram descartados por não atenderem os critérios do Ministério da Saúde, oficialmente são 15 casos suspeitos em Penápolis.

Desses, uma pessoa morreu com a doença e há três casos confirmados por teste rápido, aguardando contraprova do Instituto Adolfo Lutz. Há ainda duas mortes em investigação e oito pacientes aguardam resultado de exame.

Estrutura

Além disso, o prefeito argumenta que o município está se preparando para atender a demanda, caso aumentem os casos de pacientes com coronavírus na cidade.

A Santa Casa de Penápolis possui dez leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com respiradores e outros dez leitos devem ser abertos no antigo Hospital Luiz Valente, que está sendo preparado para ser transformado no Centro de Referência da Covid-19.

O espaço deverá ter ainda, 20 leitos de enfermaria para atendimento exclusivo de pacientes com sintomas da doença.

Segundo anunciado pelo próprio prefeito, o governo do Estado se comprometeu a credenciar esses leitos para atendimento SUS (Sistema Único de Saúde).

Adequações

Nas últimas semanas, a Prefeitura de Penápolis já vem adotando medidas de flexibilização no atendimento do comércio e serviços, respeitando o decreto estadual.

Primeiro foi autorizado o funcionamento de óticas, salões de cabeleireiro, barbearias e garagens de automóveis. As lojas em geral também foram autorizadas a atender os clientes, exclusivamente para recebimento de crediário.

Nesta quinta-feira (16), o Paço Municipal retomou o atendimento ao público, mas também com restrições de acesso e medidas de controle sanitário, como utilização de máscaras e disponibilização de álcool gel.

Comércio

O presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista) de Penápolis, Júlio Galinari, entende que é possível essa flexibilização para que o comércio local possa voltar à atividade, seguindo regras de controle sanitário.

Nesta semana, ele participou de uma videoconferência entre representantes do comércio de várias cidades paulistas com a Fecomércio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

De acordo com ele, todos os sindicatos querem que o governador João Dória (PSDB) avalie o caso das cidades de maneira mais profunda, para que o funcionamento do comércio seja flexibilizado de acordo com a realidade de cada município.

Porém, ele alerta que a partir da autorização para a reabertura do comércio, cada comerciante deve tomar todos os cuidados de higiene do estabelecimento, dos funcionários e determinar regras para evitar aglomeração. "O comércio precisa voltar, mas ressaltando os devidos cuidados com a doença”, destacou.

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