Cotidiano

Prefeitura paga 4 vezes mais por atendimento no PS do que Estado paga no AME

Valor médio pago por paciente do Pronto-Socorro Municipal foi de R$ 126,73, contra R$ 25,00 pelo serviço estadual

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
30/03/19 às 12h11
Números foram apresentados pelo vereador e médico Flavio Salatino na sessão da Câmara (Foto: Divulgação)

O vereador e médico cardiologista Flávio Salatino (MDB) alerta que o valor pago pela Prefeitura de Araçatuba por atendimento feito no Pronto-Socorro Municipal é quatro vezes maior do que o Estado paga por paciente atendido no AME (Ambulatório Médico de Especialidades).

Com base em números da Secretaria Municipal de Saúde, ele informou que no segundo semestre de 2018, foram realizados 68,9 mil atendimentos no PS.

Como a Prefeitura repassa R$ 1,455 milhão por mês para a Irmandade Santa Casa de Birigui, que gerencia o serviço, o valor médio pago por paciente foi de R$ 126,73, segundo o parlamentar.

Salatino, que faz parte da Comissão Permanente de Saúde do Legislativo, informou que no AME, o atendimento custa em média R$ 25,00. "Ou seja, pelo valor que Araçatuba investe no pronto-socorro, o resultado deveria ser melhor do que esse que nos é apresentado”, argumentou na sessão do Legislativo na última segunda-feira (25).

Para chegar ao custo do atendimento no pronto-socorro, o vereador levou em conta apenas o que é repassado à gerenciadora do serviço, ou seja, não contabilizou o valor gasto com o aluguel do prédio e pagamento de servidores cedidos pela Prefeitura para auxiliar na prestação do serviço.

Para ele, o custo de cada atendimento precisa ser considerado para equalizar a qualidade do serviço prestado à população.

Providências

Uma das alternativas a serem adotadas pela administração municipal, na visão do vereador, é a realização de campanha de conscientização e sensibilização dos moradores.

Outra sugestão dele é a ampliação do atendimento nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), pois muitos pacientes procuram o serviço no período noturno e aos finais de semana.

"Ou seja, se as UBSs ficassem abertas por mais tempo, em horário estendido, como vem ocorrendo atualmente com algumas delas, em razão da dengue, tenho certeza que a situação seria diferente, afirmou.

Justificativa

Outro dado que justifica o pedido de Salatino é que apesar de o pronto-socorro ter como prioridade o atendimento a urgência e emergência, dos quase 69 mil pacientes que procuraram o serviço de julho a dezembro do ano, apenas 42,5% foram relacionados a esses casos.

Os outros 57,5% dos pacientes atendidos apresentava sintomas como dor de cabeça, diarreia, tosse, resfriado, hipertensão, dor de barriga, dor em pernas e braços, dor de garganta e amigdalite.

Para o parlamentar, os números apenas confirmam a percepção dele, que já atendeu no pronto-socorro, de que a maior parte dos atendimentos pode e deve ser feito nas 19 UBSs do município.

Além disso, ele argumentou que a maior parte das pessoas que procura o pronto-socorro não recebe um diagnóstico do problema, já que as causas desconhecidas e não especificadas representam 31,29% do total de atendimentos.

"Isso precisa ser revisto por parte de quem administra o PS e por parte dos médicos, com a utilização de modernas ferramentas técnicas e tecnológicas, assim como de conhecimento, que permitam ao profissional médico precisar o diagnóstico”, finalizou. (Com informações da assessoria de imprensa)

Imagem: Divulgação
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