Seis dias depois de ser alvo de um furto em Araçatuba (SP), a merenda escolar distribuída e servida nas unidades estaduais de ensino, volta ser o foco de uma nova denúncia no município.
Um professor que não quis ser identificado, em contato com a redação do Hojemais Araçatuba , informou que na semana passada, as escolas estaduais estavam recebendo alimentos que seriam usados na merenda, porém na véspera do feriado (Sexta-feira Santa), na última quinta-feira (14). Nesta data, os alunos não tiveram aula também.
Para a reportagem, o docente disse que as verduras e legumes que chegaram seriam descartados, já que nesta semana, de 18 a 22 de abril, os alunos não teriam aula, por conta do primeiro recesso escolar em 2022. O professor afirmou que não há autorização para as escolas doarem esses alimentos às famílias em situação de vulnerabilidade e que os mesmos seriam incinerados.
Outro lado
A reportagem entrou em contato com a Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), que informou que as unidades escolares de Araçatuba receberam sim os gêneros alimentícios (hortifrutigranjeiros), porém, a distribuição ocorreu na última terça-feira (12) e quarta-feira (13), conforme programação de consumo para a semana.
"As entregas dos produtos ocorrem semanalmente e as quantidades são adequadas conforme o cardápio previsto para o consumo. As refeições produzidas diariamente nas unidades escolares obedecem ao porcionamento estabelecido conforme a Resolução FNDE no 06/2020, e as quantidades de alunos a serem atendidos", informa nota.
A Seduc-SP também explicou que as Diretorias de Ensino, juntamente com as unidades escolares, mantêm atualizado o cadastro de alunos que consomem a alimentação escolar, de maneira a evitar carência de produtos ou excedentes.
Os responsáveis pelo recebimento dos produtos nas unidades escolares devem relatar possíveis ocorrências que impactem no abastecimento das mesmas e os descartes somente são autorizados, em caráter extraordinário, ou seja, quando os produtos apresentem características organolépticas alteradas.
Doação
Porém, a secretaria afirma que há sim autorização para doaçãos dos alimentos que sobram. "Ainda assim, se houver excedente de algum produto perecível, é autorizada a doação aos alunos da rede estadual, com a concordância do familiar responsável pelo aluno matriculado e em condições próprias ao consumo humano".
