Cotidiano

Qualidade do ar em Araçatuba é considerada moderada pela Cetesp

Qualidade do ar é afetada por poeiras e fumaças; umidade do ar atingiu índice de 14% nesta quarta-feira (18)

Manu Zambon  - Hojemais Araçatuba
18/08/21 às 17h38
(Foto: Manu Zambon/Hojemais Araçatuba)

A coloração acinzentada devido à presença de fumaça já indica que a qualidade do ar em Araçatuba (SP) não é das melhores. 

No último boletim divulgado às 16h, nesta quarta-feira (18), pela Cetesp (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o município obteve a classificação N2, que indica qualidade do ar moderada. O índice divulgado foi de 62, com a presença do poluente MP10 (material particulado), podendo causar tosse seca e cansaço principalmente em pessoas que possuem doenças respiratórias. 

Para fins de comparação, na região metropolitana de São Paulo, São Caetano do Sul obteve o índice de 57, Taboão da Serra, 69, Diadema, 43, Guarulhos, 53, Santo André, 48, entre outros. 

Segundo a SBQ (Sociedade Brasileira de Química), o material particulado do ar é composto por sulfatos, nitratos, amônio, compostos orgânicos, sal marinho e metais, encontrados em poeiras, fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que se mantém suspenso na atmosfera por causa de seu pequeno tamanho. 

O MP atmosférico é considerado um importante indicador da qualidade do ar, pois um grande número de problemas de saúde tem sido associado a sua alta concentração em grandes centros urbanos. 

Além da presença de poluentes, a região sofre com a baixa umidade. A Defesa Civil emitiu alerta nesta tarde devido ao tempo seco. Às 15h, segundo o IPMet (Centro de Meteorologia) da Unesp de Bauru, Araçatuba chegou ao índice de 14%. Para os próximos dias, a previsão é que a umidade relativa do ar continue abaixo do ideal. 

Comunicado

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo emitiu um uma nota, também nesta quarta, sobre a alta probabilidade de incêndios por conta da estiagem. Além de destruir, as queimadas afetam negativamente o clima e a saúde dos seres vivos. 

“Os incêndios acontecem com maior frequência em propriedades rurais que ficam às margens das estradas, onde qualquer ponta de cigarro jogado inescrupulosamente pode vir a causar estragos de maiores proporções, devido ao mato estar muito seco nesta época e ser material de fácil combustão. Alguns incêndios têm origem criminosa, outros por raios, ou ainda por descuido na limpeza de terrenos; até um caco de vidro, uma lata, um pedaço de metal podem provocar o início do fogo que, sem controle, pode avançar e consumir grandes áreas de plantações ou matas”. 

A secretaria destaca que neste ano, a questão dos incêndios está sendo ainda mais complicada devido às represas estarem com níveis baixos, os poços já vazios. 

De acordo com os dados da Operação Corta Fogo, em 2020, 111.295 hectares foram atingidos por incêndios no Estado de São Paulo. Essa área queimada resultou na emissão de cerca de sete mil toneladas de gases de efeito estufa e 415 mil toneladas de poluentes atmosféricos. Foi o segundo ano com mais focos de incêndios (6.123) desde 2010 (7.292 focos). 

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