Cotidiano

Rede municipal de saúde de Araçatuba tem ivermectina e cloroquina 

Substâncias são enviadas pelo Ministério da Saúde e fazem parte da lista há muito tempo; população tem acesso somente com receita médica

Da redação - Hojemais Araçatuba
14/07/20 às 20h06
Carmem Guariente afirmou que, a gestão pública é obrigada a seguir protocolos e não tem autorização para distribuição livre de medicamentos (Foto: Divulgação)

Medicamentos como a ivermectina e a cloroquina estão disponíveis na rede pública de Araçatuba (SP), mas a população só pode ter acesso por meio de prescrição médico. A informação foi destacada durante live realizada pela secretária municipal de Saúde, Carmem Guariente, a dirigente da Divisão de Assistência Farmacêutica, Mônica Pagani Canalis, sobre a pandemia de covid-19.

Mônica explicou que as substâncias fazem parte da lista municipal, incluindo outros medicamentos, como azitromicina (antibiótico) e predinisona (corticóide), recebidas pelo Ministério da Saúde. Os itens estão disponíveis há muito tempo para uso da dispensação ambulatorial, destacou a dirigente.

Já a hidroxicloroquina, a exemplo de outros medicamentos, está apenas para uso restrito hospitalar.

A lista inclui antitérmicos, analgésicos e antiinflamatórios, como ibuprofeno, dipirona e paracetamol, também disponíveis na rede, mas todos apenas são entregues mediante prescrição médica (receita), bem como a ceftriaxona, que alguns médicos receitam quando comprovada associação de pneumonia com bactéria, além da pneumonia viral, que a rede municipal também tem e fornece, mediante receita.

“O que não se fornece são os medicamentos de uso hospitalar, estritos aos casos mais graves em internação, mas os que são prescritos por médicos, desde que começou a procura em virtude da pandemia, nós temos e estamos atendendo”, lembra a dirigente.

Protocolos

De acordo com Carmem Guariente, a gestão pública é obrigada a seguir protocolos e normas governamentais e não tem autorização para distribuição livre de medicamentos.

“O que está em nossa normatização para uso geral nós entregamos, pois seguimos o padrão que temos, sempre dependendo de prescrição médica. O médico prescreveu, ele é responsável. Não é a Prefeitura, nem o prefeito que pode receitar ou mandar entregar. Não há protocolo para entrega livre a todos, não há protocolo para distribuição livre de kit nenhum desses medicamentos. Até o Ministério da Saúde diz apenas que é recomendável, mas sempre com avaliação e prescrição médica”, diz a secretária.

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Além de tratar dos medicamentos sob prescrição médica, as representantes municipais da Saúde também abordaram o incentivo ao uso de vitamina D e Zinco, que sempre foram liberados e valem como reforço à saúde, principalmente à imunidade.

Elas informam que são suplementos importantes, mas que não são medicamentos para cura ou tratamento de covid. As vitaminas vão ajudar na manutenção da saúde, bem como a alimentação e hábitos saudáveis, mas não podem ser confundidos com remédios.

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