Partindo do fascínio pela maneira como cada povo constitui a atmosfera da morte, os fotógrafos iniciaram o Escaping from Life em 2015. Tudo começou no Brasil mesmo, em cidades de São Paulo, como Ribeirão Preto, Araçatuba e Campinas. Depois dessa empreitada, partiram para territórios peruanos, bolivianos, argentinos e uruguaios.
A última viagem foi realizada em janeiro de 2019, ao Chile, que acabou rendendo experiências inusitadas. Um dos pontos altos da viagem aconteceu no Cemitério General, que fica em Santiago, capital chilena. É considero um dos maiores da América do Sul, com cerca de dois milhões de enterros.
O local programa visitas guiadas, com a presença de atores caracterizados de personalidades enterradas no cemitério. Para passar as informações aos visitantes, os atores encenam as histórias de pessoas que foram importantes para o país e jazem no lugar.
Também na América do Sul, o Peru foi outro que surpreendeu. Eles visitaram o cemitério de Chauchilla, em meio a um deserto, distante 30 quilômetros da cidade de Nazca. A necrópole pré-incaica tem múmias preservadas, de dois mil anos, e restos arqueológicos.
A conservação dos corpos mumificados foi possível graças ao clima árido do deserto.
Planos adiados
Em julho do ano passado, os fotógrafos fariam mais uma viagem, mas decidiram guardar verba para uma viagem maior. Na época, miravam outros continentes, mais precisamente o africano ou o asiático. Mas devido a pandemia, os fotógrafos desistiram de viajar em janeiro de 2020 e decidiram esperar mais um ano.
Redes sociais
Quem quiser acompanhar mais o trabalho de Khan e Duda, pode acessar o projeto pelo Instagram e pelo canal no Youtube, lançado no ano passado.
