Cultura

'O gordo não beija, não trepa, não transa...', diz humorista Paulo Vieira em programa de TV

Edição de Provoca, com o humorista, vai ao ar nesta terça-feira (13), às 22h

Da redação - Hojemais Araçatuba
08/07/21 às 19h42
(Foto: Divulgação)

O Provoca desta terça-feira (13) traz o ator e humorista Paulo Vieira. Na conversa com Marcelo Tas, ele fala, entre outros assuntos, sobre as dificuldades da pobreza e resistência da família, sobre sua vontade de ser artista desde criança, a síndrome do pânico e ansiedade da mãe e como é ser preto e gordo.

A edição inédita vai ao ar a partir das 22h, na TV Cultura.

Tas pergunta ao humorista sobre a dificuldade do pobre em entrar na vida artística, da resistência da família. "Eu acho que escolher é um privilégio (...) que, às vezes, o pobre não pode se dar. Principalmente quando você vem de uma realidade onde precisa sobreviver, garantir a sua e dos seus, resolver ser artista é uma decisão quase egoísta. Imagina que meu pai estava contando comigo para o futuro da família. Como é que eu falo que eu vou ser artista? É como... jogou todas as fichas dele no lixo", explica.

Paulo Vieira fala também que lembra que desde os 5 anos chorava porque não estava na televisão. "Eu me lembro de ver um show que tinha a Angélica ou Tony Garrido com algumas crianças e chorar, sofrer e pensar: mais um ano que eu não estou na televisão. Todo programa Criança Esperança para mim era um sofrimento (...) então eu sempre soube que queria ser artista", diz.

O humorista conta também sobre o ‘show da ansiedade’ com a sua mãe. "Eu queria ser ator sério porque eu pensava que a comédia era inferior. E quando a gente se mudou para o Tocantins, minha mãe tinha síndrome do pânico e a gente não tinha condições de pagar os remédios". Segundo Paulo, a médica disse para a mãe que ela precisava tomar os remédios, mas a única coisa que ela podia aconselhar (o pânico vem antes da ansiedade), era que quando a mãe começasse a ficar ansiosa, para tentar pensar em outra coisa, se distrair.

"E eu peguei essa missão para mim, de distrair a minha mãe. Quando ela começava a ficar ansiosa, eu imediatamente colocava um pano na cabeça, imitava minha vizinha, propunha brincadeiras (...) esse episódio com a minha mãe fez com que eu olhasse para a comédia com outros olhos, porque minha mãe foi parando de ter as crises de pânico e nunca mais teve. A comédia cura", comenta.

Sobre ser preto e gordo, ele explica. "Eu tô na Globo, mas, por exemplo, não tô fazendo a novela das 9. Estou em num lugar que eu posso estar, né. Quando a pessoa escreve assim: Claudio entra e beija a sua esposa, automaticamente o Claudio não é gordo porque ele tem uma esposa. A gente passou por um processo que o gordo é assexualizado imediatamente. O gordo não beija, não trepa, não transa, sobretudo o preto gordo", desabafa.

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