Cultura

Região recebe Ciclo de Gestão Cultural

Oficinas serão realizadas em Birigui com o objetivo de abordar temas como elaboração e avaliação de projetos culturais

Renata Juliotti*  - Hojemais Araçatuba 
03/06/19 às 11h24

Com objetivo de abordar temas como elaboração e avaliação de projetos culturais, captação de recursos, planejamento, entre outros, Birigui recebe, pela primeira vez, oficinas do Ciclo de Gestão Cultural, desenvolvido pela Poiesis (Organização Social de Cultura), em parceria com o município.

Os dois workshops integram o ciclo e devem ser ministrados no dia 30 de junho, das 10h às 18h, no CEU das Artes. As inscrições já podem ser feitas por meio de formulário on-line disponível gratuitamente. As oficinas oferecidas são de Sustentabilidade e Gestão de Negócios Culturais e Mentoria de Projetos .

A primeira oficina está com 30 vagas abertas e as inscrições devem ser feitas até o dia 26 de junho, já para a mentoria, serão selecionados cinco projetos/produtos e seus respectivos realizadores culturais, que podem ser individuais ou coletivos. No segundo caso, o interessado deve se inscrever até o dia 9 de junho. 

O evento é voltado para gestores e dirigentes culturais, produtores, captadores, artistas, estudantes de artes e interessados em geral.

O ciclo integra as atividades das Oficinas Culturais, programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciado pela Poiesis, organização social que desenvolve e gere programas e projetos, em parceria com municípios.

 

Temas

As duas oficinas serão ministradas pela especialista em história da arte, gestão da cultura e comunicação empresarial Daniele Torres, que tem forte atuação na área de gestão cultural. O evento conta ainda com a participação da produtora cultural, Inti Queiroz, doutora e mestre em letras pela USP (Universidade de São Paulo), com pesquisa sobre as políticas culturais brasileiras contemporâneas.

É docente dos cursos de gestão cultural da PUC-SP (Pontifício Universidade Católica) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), e ministra cursos livres na escola Cultura e Mercado em unidades do Sesc São Paulo.

 

Efervescência

De acordo com o coordenador de programação da Poiesis, Fernando Fado, a produção cultural e artística do interior paulista é efervescente.

“É de extrema importância que dialoguemos e proporcionemos esse espaço de encontro e troca entre gestores, artistas, realizadores e agentes de cultura. Por isso, em 2019, dividimos o Estado de São Paulo em oito macrorregiões, sempre buscando a maior capilaridade na atuação do Programa Oficinas Culturais. E Birigui está na macrorregião de Araçatuba e Presidente Prudente”, detalha Fado.

O coordenador explica que a escolha dos temas é feita com a proposta de lançar reflexões e provocações acerca de atuais e urgentes discussões, e questões sobre mercado, pesquisa e pensamento culturais.

*Com supervisão de Manu Zambon

Oficinas abordam gestão e mentoria de projetos 

As duas oficinas que serão ministradas em Birigui são Sustentabilidade e Gestão de Negócios Culturais e Mentoria de Projetos. Na primeira ocasião, estará em discussão a visão empreendedora da área cultural, unindo propostas artísticas e culturais a uma visão de negócios. A proposta da oficina é discutir quais perfis e habilidades são necessários para um empreendimento criativo, considerando o mercado atual.

A gestora especialista em projetos culturais Daniele Torres é uma das palestrantes da oficina e explica que os agentes culturais são empreendedores por natureza e isso tem se formalizado cada vez mais. Para ela, é fundamental gerar pertencimento, inovar, respeitar o meio ambiente, promover legado.

Sobre o conceito de empreendedorismo criativo, abordado durante o curso, a especialista diz que é preciso ampliar o olhar para além do campo das artes com esse conceito, incluindo a gastronomia, moda, design, artesanato, games, startups etc.

O mercado se tornou mais exigente, ressalta Daniele. Além de criativo, é necessário ser um bom gestor.
“É preciso entender de leis de incentivo, direitos autorais, saber gerir recursos com muita clareza e transparência, mensurar e comunicar os resultados de um projeto, planejar bem, pensar um pouco a comunicação, captar recursos, enfim, é preciso ser multitarefas, conhecer pelo menos um pouco de cada uma das áreas envolvidas num projeto cultural”, completa.

Potencial

O segundo evento do dia 30 de junho será a oficina de Mentoria de Projetos, com a proposta de apoiar o agente cultural, identificando lacunas do seu projeto e colaborando para uma qualificação maior do profissional.

São apenas cinco projetos selecionados, de acordo sua relevância e potencial da ideia, além da coesão das respostas às perguntas do formulário.

Segundo a Poiesis, o objetivo é analisar as principais questões que impactam seu negócio criativo, como a especificidade da demanda ou da oportunidade, afim de justificar a ação, proposta de valor e o público-alvo.
“Ela é um apoio, uma solução, uma oportunidade de crescimento e troca”, comenta a especialista Daniele Torres.

“A mentoria colabora, portanto, de forma direta para a sustentabilidade das iniciativas culturais em diversas dimensões do conceito de sustentabilidade, como a financeira, a social e a ambiental, por exemplo. Ajuda a pensar como o projeto pode deixar um legado para a sociedade e para o seu proponente, independente de ser uma realização única ou uma ação com diversas edições ou mesmo um projeto perene”, conclui.


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